Tendências do varejo ampliam os serviços da ACSP

A Associação Comercial de São Paulo marcará presença na Feira do Empreendedor, que acontece de 7 a 10 de abril no Pavilhão de Exposições do Anhembi

Renato Carbonari Ibelli
02/Abr/2018
  • btn-whatsapp
Tendências do varejo ampliam os serviços da ACSP

O mercado de consumo passou por uma profunda transformação na última década. Em meio a um mundo cada vez mais conectado pela tecnologia da informação, floresceu um consumidor com maior poder de decisão, que passou a ditar as regras do jogo. Não são mais as empresas que dizem o que ele deve comprar.

Um levantamento recente do Google revela um pouco sobre como se comporta esse novo cliente. Pelo estudo, 42% dos consumidores usam seus smartphones dentro das lojas para pesquisar preços e formas de pagamento de estabelecimentos concorrentes.

Se o empresário quiser capturar esse consumidor empoderado, terá de imergir nessa nova realidade do mercado. É neste contexto que Adriana Stecca, head de Comercial e Marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), aponta algumas megatendências que não podem ser ignoradas pelas empresas.

Segundo afirma, o comerciante não pode mais pautar os seus negócios pela dinâmica pragmática da transação comercial, ou seja, tendo como único objetivo a venda. Evidentemente, essa deve ser a meta, mas para chegar a ela, será preciso dar mais valor à interação com o cliente. 

“A compra será o resultado natural da relação estabelecida com o consumidor. Hoje ele pode não comprar nada, mas se o lojista conseguiu estabelecer um elo verdadeiro com esse cliente, certamente ele se lembrará quando a necessidade de consumo surgir”, diz Adriana.

ADRIANA STECCA, DA ACSP: COMPRA TEM DE SER
RESULTADO FINAL DE UMA RELAÇÃO MAIS AMPLA
COM O CONSUMIDOR

A maior interação com o potencial comprador pode começar de maneira remota. Essa é outra tendência apontada pela head da ACSP: todos estão online atualmente. Basta sacar o smartphone para ler nas redes sociais a opinião de amigos sobre determinada marca. Da mesma forma, o consumidor pode interagir com as empresas, fazer cotações pela internet, tirar dúvidas sobre produtos.

Já existem chatbots de varejo que ajudam o cliente a fazer compras pelo Massenger, a plataforma de troca de mensagens do Facebook, que possui mais de 2 bilhões de usuários pelo mundo. Dificilmente uma empresa varejista terá sucesso se não estiver conectada a essa massa de consumidores.

Por outro lado, diz Adriana, a tecnologia não substitui as interações humanas. Nem só digital, nem somente físico, as empresas varejistas que melhor conseguem lidar com o consumidor nestes tempos são aquelas que integraram suas lojas físicas com o meio digital. 

Veja os exemplos da chinesa Alibaba e da americana Amazon, gigantes do e-commerce que agora estão partindo para as lojas físicas. O varejo real serve de vitrine para estimular as vendas online. 

No Brasil, o Magazine Luiza tem feito um trabalho de vanguarda nesse sentido. A partir de junho próximo, seus clientes não precisarão mais passar pelos checkouts para finalizar as compras. Na loja física, os vendedores concluirão a venda em ambiente virtual, pelo celular. 

E sempre que houver a interação entre cliente e vendedor, o que se espera é mais do que o simples atendimento. “O que se deve buscar agora é o encantamento do cliente. É preciso surpreendê-lo, para que a experiência do primeiro contato o motive a se relacionar mais vezes com a empresa”, diz Adriana.

Há muito o que se melhorar nesse quesito. O Brasil está longe de ser destaque no atendimento aos clientes. Um estudo chamado Smiling Report, divulgado em 2016, coloca o país apenas na 25ª posição em um ranking de 37 países nos quais foi analisada a simpatia dos vendedores. “É preciso investir em treinamento e ferramentas que motivem os funcionários ”, afirma a Head de Comercial e Marketing da ACSP.

Outra forma de cativar o consumidor é mostrar que a marca tem propósitos, intenções que vão além do lucro. Empresas engajadas com alguma causa, como a preservação do meio ambiente, por exemplo, ganham pontos com os clientes.  

Uma pesquisa da Edelman mostrou que 84% dos consumidores fazem compras relacionadas a alguma causa pelo menos uma vez por ano.

Essas são algumas das megatendências do varejo que serão apresentadas por Adriana durante a Feira do Empreendedor, que acontece entre 7 a 10 de abril no Pavilhão de Exposições do Anhembi. “Todo varejista terá de trilhar esse caminho de mudanças se quiser encontrar esse consumidor cheio de novas expectativas”, diz ela.

DESAFIO PARA A ACSP

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) está em processo de reestruturação para ajudar empreendedores a se conectarem com as novas realidades do mercado. 

Além da divisão de Intermediação Comercial - que oferece serviços e produtos como o ACCelular, o Emissor Fiscal Gratuito, o Sistema de Gestão para empresa, entre outros -, a entidade criou a divisão de Novos Negócios, com a proposta de conectar os empreendedores a Universidades, investir em startups e facilitar a troca de experiências entre empresas de diferentes portes.

A ACSP é uma comunidade de empreendedores, e a ideia é que as demandas geradas pela interação entre esses atores abrirão o caminho para a criação de produtos e serviços inovadores, que permitirão ao empresário tradicional se adaptar ao novo mercado, e ao novo empreendedor, crescer de maneira sustentável.

A inovação sempre fez parte do DNA da Associação Comercial. Voltando seis décadas no passado, o dinamismo do mercado era muito diferente do atual. Para fazer uma compra parcelada, por exemplo, o cliente precisava apresentar um fiador ao lojista. 

Graças ao banco de dados de consumidores formado pela ACSP, tornou-se possível colocar em operação o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), atualmente SCPC, que permitiu agilizar a concessão de financiamento de maneira segura, o que levou à ampliação do mercado de crédito ao consumidor.

IMAGENS: Thinkstock e Bianca Torres/Divulgação/ACSP

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
mais índices

Vídeos

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Felipe d’Avila, do Novo, foi sabatinado por empresários na ACSP

Márcio França fala em fim da ‘tiriricação’ da política

Colunistas