Copom corta Selic de 5% para 4,5% ao ano

Esse é o é o novo piso da série histórica iniciada em 1996, segundo o Banco Central. Para ACSP, decisão foi acertada diante do nível de atividade fraco e o desemprego alto

Redação DC
11/Dez/2019
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Copom corta Selic de 5% para 4,5% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica da economia) de 5,00% para 4,50% ao ano. Este é o quarto corte da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

Para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a decisão do Copom de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual foi acertada.

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“A decisão de reduzir a taxa Selic foi acertada, pois a inflação está dentro das metas desse ano e continuará ancorada nos próximos", diz Marcel Solimeo, economista da ACSP. "O nível de atividade continua fraco e o desemprego alto, portanto, a diminuição da Selic pelo Banco Central para 4,5% ao ano foi a melhor decisão a ser tomada nesse momento”, completa.

Com a economia ainda em recuperação e a inflação em níveis controlados, a expectativa majoritária do mercado financeiro era de que a Selic passasse por um novo corte. 

Ao justificar a decisão de hoje, o BC avaliou que a decisão é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020 e, em grau menor, o de 2021.

O Copom reiterou ainda que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2019 de 3,4% para 4,0%.

No caso de 2020, a expectativa passou de 3,6% para 3,5% e, em relação a 2021, foi de 3,5% para 3,4%. O BC também atualizou seu cenário híbrido com câmbio constante a R$ 4,20 e juros conforme o relatório Focus. Neste caso, a projeção para o IPCA de 2019 passou de 3,4% para 4,0%.

Já a inflação projetada para 2020 continuou em 3,7% e, para 2021, de 3,6% para 3,7%. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2,00 a 5,00%).

FOTO: Thinkstock / *Com informações do Estadão Conteúdo 

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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