Brasileiro vê reação do mercado de trabalho

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo mostra que a população está mais segura com relação à estabilidade no emprego, o que a deixa mais confiante para investir

Redação DC
27/Fev/2018
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Brasileiro vê reação do mercado de trabalho

Em fevereiro, a insegurança do brasileiro no emprego caiu pelo quarto mês seguido, segundo o Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Os inseguros somaram 55% dos entrevistados para a pesquisa. Em novembro, dezembro e janeiro, as parcelas de inseguros eram de 65%, 62% e 58%, respectivamente. Trata-se também do menor pessimismo no emprego desde fevereiro de 2017.

“O resultado sinaliza uma gradual recuperação da confiança do consumidor, resultante da melhora do cenário macroeconômico. O brasileiro já começa a captar as quedas da inflação, dos juros e da taxa de desemprego”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Mesmo com a melhora, ainda são poucos os entrevistados que afirmaram estar seguros em seus trabalhos ? somente 17% em fevereiro (mesmo resultado do mês anterior).

“Apesar de estar em queda, o nível de desemprego no Brasil ainda é muito elevado. O cidadão ficou descrente após dois anos de forte crise econômica. Contudo, assim que o setor de serviços começar a se recuperar ? sendo ele o maior empregador ?, a segurança vai se sobrepor à insegurança e o Índice Nacional de Confiança vai seguir para o campo positivo”, diz Burti.

 

O índice varia entre zero e 200 pontos, sendo o intervalo de zero a 100 o campo do pessimismo e o de 100 a 200, do otimismo. A margem de erro é de três pontos.

No País como um todo, o INC de fevereiro foi de 77 pontos, mesmo valor de janeiro. O levantamento foi realizado pelo Instituto Ipsos de 1º a 16 de fevereiro em todas as regiões brasileiras.    

Outro dado do INC mostra que em fevereiro de 2018 os brasileiros conheciam em média 5,13 pessoas que perderam o emprego, contra uma média de 5,87 há um ano.

INVESTIMENTO NO FUTURO

O INC de fevereiro detectou melhora na percepção do brasileiro no quesito investimento no futuro.

Ao responderem se na comparação com 6 meses atrás, hoje se sentem mais confiante ou menos confiante para investir no futuro, 57% disseram estar menos confiantes, contra 61% em janeiro e 64% em dezembro.

Já a parcela de confiantes quanto a investir no futuro está estável em 17%.

CLASSE SOCIAL

Em fevereiro, o INC registrou ligeiras alterações na confiança das classes econômicas em relação a janeiro.

Na classe AB, o índice caiu de 70 para 69 pontos, mesma variação vista na DE (de 78 para 77).

Na classe C, que segue como a menos pessimista, o indicador passou de 78 pontos em janeiro para 79 em fevereiro.

Em relação às regiões, a maior variação do INC foi no Norte/Centro-Oeste, onde a confiança subiu nove pontos (de 65 para 74), puxada pelas chuvas, que favorecem a agricultura.

A confiança do Sudeste caiu cinco pontos (de 83 para 78). Uma das hipóteses para essa queda é o temor causado pela febre amarela nos estados da região.

No Nordeste, o INC passou de 73 para 74 pontos, enquanto no Sul foi de 80 para 82.

METODOLOGIA

Encomendado pela ACSP ao Instituto Ipsos desde 2005, o INC é elaborado a partir de 1.200 entrevistas pessoais e domiciliares em 72 municípios de todas as regiões do País.

Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança do brasileiro quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção do estado da economia para a população em geral, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado.

VEJA A ÍNTEGRA DO INC

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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