Negócios

Varejo paulistano cresce 4,3% na primeira quinzena de janeiro


As operações a prazo cresceram 10,6%, beneficiadas pelas megaliquidações de bens duráveis realizadas por redes varejistas, de acordo com o Balanço de Vendas da ACSP


  Por Redação DC 17 de Janeiro de 2018 às 11:33

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O ano começou bem para o comércio da capital paulista. Dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revelam que o movimento cresceu em média 4,3% na primeira quinzena de janeiro de 2018 em comparação com o mesmo período do ano passado.

“Dezembro de 2017 terminou com um avanço de 4,5% e agora quase atingimos esse patamar. O varejo apresenta um crescimento consistente, irreversível, mas que, por outro lado, ainda não consegue recuperar as perdas passadas”, analisa Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Nas duas primeiras semanas de janeiro de 2017, as vendas decaíram 6,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

O aumento médio de 4,3% apontado pelo primeiro balanço do ano não foi generalizado. 

As operações a prazo cresceram 10,6%, beneficiadas pelas megaliquidações de bens duráveis realizadas por redes varejistas na primeira quinzena de janeiro. “Não podemos projetar esse desempenho para o resto do mês porque a segunda metade do mês não terá tantas promoções”, diz Burti.

Já as vendas à vista caíram 2%. O tempo instável e chuvoso no início do ano inibiu a frequência de consumidores em lojas de produtos de menor valor como calçados, roupas e adereços. Se as condições meteorológicas melhorarem, as vendas podem melhorar nas próximas semanas. 

Por outro lado, o presidente da ACSP lembra que o feriado de 25 de janeiro poderá provocar oscilações nos indicadores de vendas. 

Comparação mensal
No contraste com a primeira quinzena de dezembro de 2017, o varejo paulistano caiu em média 37,4%, sendo que as retrações foram de 29,3% no sistema a prazo e de 45,5% nas vendas à vista. O desempenho está dentro da média histórica e justifica-se pelo forte pico que o setor apresenta durante as vendas de Natal.

O Balanço de Vendas é baseado em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços.