Primeira etapa do Complexo Cidade Matarazzo será inaugurada em 2021

Empreendimento misto de alto padrão está sendo erguido em terreno onde funcionava o Hospital Umberto Primo, na região da avenida Paulista, com a revitalização de edifícios tombados

Mariana Missiaggia
27/Set/2021
  • btn-whatsapp
Primeira etapa do Complexo Cidade Matarazzo será inaugurada em 2021

Reconhecida como uma das mais tradicionais de São Paulo, a região da avenida Paulista está prestes a ganhar um novo atrativo, o megacomplexo de luxo Cidade Matarazzo.

Erguido junto a um dos marcos arquitetônicos e históricos da capital, o antigo Hospital Umberto Primo, construído em 1904, o empreendimento dará novo uso a edificações históricas, como o da Maternidade Condessa Filomena Matarazzo, de 1943, agora sede do hotel da Rede Rosewood. 

Com projeto do renomado escritório do arquiteto francês Jean Nouvel e design de interiores de Philippe Starck, a primeira área do projeto será inaugurada ainda neste ano, em uma área total de 135 mil metros quadrados.

Até o fim de 2023, serão mais de 300 marcas de luxo, 34 restaurantes de gastronomias distintas, estacionamento com 1,5 mil vagas e 272 quartos de hotel. Chamado de Torre Mata Atlântica, um dos prédios do hotel terá 25 pavimentos e árvores plantadas nas varandas.

Haverá também um centro cultural com exposições, teatro, sala de concerto e um cinema para eventos premium, além da reabertura da antiga Capela de Santa Luzia, que voltará a receber missas e casamentos.

Fruto de investimentos de cerca de R$ 2,7 bilhões até sua conclusão, o complexo é apontado como a maior obra de revitalização de patrimônio histórico sem aporte de recursos públicos da história do Brasil.

Histórico - Fechado desde a década de 1990, o terreno foi alvo de projetos que não saíram do papel. Muitas das ideias que foram propostas não se materializaram porque o tombamento das construções impedia instalações que descaracterizassem o projeto original.

Com regramentos rígidos e consecutivas desistências de investidores, as edificações ficaram abandonadas até 2010, quando o complexo foi adquirido pelo atual proprietário, o empresário francês Alexandre Allard, pelo valor de R$ 117 milhões.

Dessa vez, uma revisão na resolução de tombamento do hospital e negociações com o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do estado de SP (Condephat) e o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) permitiu que fossem feitas algumas modificações na estrutura e a construção de novas edificações no local.

Alterações, como a liberação para demolir a antiga clínica pediátrica, o necrotério e uma obra de 1970, foram aceitas ao passo que outras edificações do lote, como a Capela Santa Luzia, de 1922, fossem preservadas.

As obras de revitalização da quase centenária Capela Santa Luzia envolveram complexas soluções de engenharia para possibilitar a construção de um novo edifício no subsolo que abrigará um centro criativo destinado a conferências e eventos, áreas de apoio ao hotel e estacionamentos - tudo distribuído em oito pavimentos subterrâneos, que serão interligados à Torre Mata Atlântica, destinada ao Hotel Rosewood São Paulo.

Quanto ao tombamento histórico dos edifícios, datado de 1986, a Capela era o que tinha o mais alto nível de restrição entre as demais construções do complexo e, portanto, teve que ser restaurada respeitando integralmente suas características originais.

A construção do complexo também contou com um Acordo de Cooperação formalizado entre a Associação São Paulo Capital da Diversidade e a municipalidade para viabilizar a gestão e zeladoria do espaço público proposto durante 30 anos - com prestação de contas e transparência ao Poder Público estabelecidos em contrato - e por ora, embargados pela justiça. Entrtanto, o projeto segue acompanhado pelo escritório Levisky Arquitetos para consultoria estratégica e coordenação dos processos de licenciamento do Complexo Cidade Matarazzo

Esses e outros detalhes foram apresentados por Adriana Levisky, arquiteta urbanista responsável pelo projeto de estratégia urbana e coordenação dos mais de 23 processos de licenciamento necessários para a aprovação do complexo, na última quarta-feira (22/9), durante reunião do Conselho de Política Urbana (CPU) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Um modelo que na opinião de Antônio Carlos Pela, coordenador do CPU e vice-presidente da ACSP, indica a necessidade de criação de uma via única para as aprovações de projetos urbanos na cidade.

"Não adianta desburocratizar apenas tornando o processo digital, é necessário que haja um sistema integrado com as diversas secretarias para que todos os órgãos possam deliberar num único processo", diz.

A área urbana do projeto que seria requalificada, com aproximadamente 10 mil metros quadrados, localizada entre a avenida Paulista, alameda Rio Claro, trechos das ruas São Carlos do Pinhal e da rua Itapeva, foi pensada levando em consideração os seguintes valores: patrimônio, cultura, diversidade, natureza e alma, com a ambição de ampliar o espaço público de circulação de pedestres.

Nas palavras da urbanista, a requalificação do espaço urbano prevê soluções de infraestruturas como pavimentação drenante e sistema de microdrenagem urbana com captação e reuso de águas pluviais, além de outras intervenções em mais de mil metros quadrados que extrapolam o lote, trazendo mais espaços públicos para a malha urbana.

IMAGEMS: Divilgação

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
mais índices

Vídeos

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Felipe d’Avila, do Novo, foi sabatinado por empresários na ACSP

Márcio França fala em fim da ‘tiriricação’ da política

Colunistas