Colar nome a Bolsonaro ou Doria é negativo para candidatos à prefeitura de SP

Pesquisa do Ibope, encomendada pela ACSP, mostra Celso Russomanno com 24% das intenções de voto, à frente do atual prefeito Bruno Covas, que tem 18%

Renato Carbonari Ibelli
21/Set/2020
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Os candidatos à prefeitura de São Paulo terão de pensar muito bem com quem irão dividir o palanque nessas eleições.

De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope, 41% dos eleitores paulistanos afirmam que as chances de votar em um candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro seriam muito pequenas.

Entre as mulheres, a rejeição ao apoio do presidente ao prefeiturável é ainda maior, de 46%, contra 35% entre os homens.

A pesquisa foi feita pelo Ibope entre os dias 15 e 17 de setembro a pedido da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foram ouvidos 1.001 eleitores na capital paulista. A margem de erro é de três pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº SP-04089/2020.

Caso o apoio viesse do governador João Doria, independentemente do candidato à prefeitura, as chances dele receber voto diminuiriam muito para 38% dos eleitores entrevistados.

O apoio do governador a um candidato à prefeitura seria mais negativo entre o sexo masculino. O Ibope aponta que as chances de voto diminuiriam muito para 44% dos eleitores homens, e 33% entre as mulheres.

Ter Doria no palanque influenciaria de maneira muito positiva os votos de apenas 9% dos eleitores. Caso o apoio viesse de Bolsonaro, 19% dos paulistanos afirmaram que as chances de voto aumentariam muito.

Pelo levantamento do Ibope, a tendência de receber votos aumentaria mais se o candidato à prefeito colasse a imagem ao ex-presidente Lula. Nesse caso, a possibilidade de voto aumentaria muito para 25% dos entrevistados.

Mas a rejeição por Lula também é grande. Para 34% dos eleitores, diminuiria muito a possibilidade de voto em um nome apoiado pelo ex-presidente.

RUSSOMANNO NA FRENTE

A pesquisa encomendada ao Ibope pela ACSP mostra que Celso Russomanno (Republicanos) tem 24% das intenções de votos à prefeitura de São Paulo.

O atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), aparece em segundo, com 18%, seguido por Guilherme Boulos (PSOL), com 8% das intenções, e Márcio França (PSB), com 6%.

Arthur "Mamãe Falei" do Val (Patriota) e Joice Hasselmann (PSL) têm 2% do eleitorado. 

A pesquisa segue mostrando Andrea Matarazzo (PSD) com 1% das intenções de voto, assim como Filipe Sabará (Novo), Jilmar Tatto (PT), Levy Fidelix (PRTB), Marina Helou (Rede), Orlando Silva (PCdoB) e Vera Lúcia (PSTU).

Brancos e nulos somam 23% dos entrevistados, e 10% não sabem em quem votar ou preferiram não responder. Esses resultados mostram que ainda há muito voto para ser capturado até o final da campanha.

REJEIÇÃO

Outro fator a ser considerado é a rejeição, que é grande entre os candidatos que lideram a corrida pela prefeitura de São Paulo.

O Ibope mostra que 30% dos eleitores não votariam em Bruno Covas de jeito nenhum. O atual prefeito tem a maior rejeição entre os candidatos.

O levantamento questionou sobre a impressão do paulistano a respeito da administração Covas. Para 41% dos entrevistados, ela é regular.

Russomanno é rejeitado por 24% dos entrevistados, Boulos por 13% e França, por 10% deles.

RICOS VOTAM EM COVAS. POBRES, EM RUSSOMANNO

Russomanno tem o apoio de 31% dos eleitores com renda familiar de até um salário mínimo. Ele também tem melhor desempenho entre os mais jovens, os menos escolarizados e os que se declaram pretos ou pardos.

Já o atual prefeito tem 22% das intenções de voto entre os eleitores com renda familiar superior a cinco salários mínimos, e 17% entre os que ganham até um salário.

Covas é a opção preferencial dos eleitores mais velhos, de 55 anos ou mais. Nessa camada, 25% têm intenção de reeleger o atual prefeito.  

OUTSIDERS

O paulistano diz preferir um nome de fora da política para dar seu voto. A pesquisa do Ibope mostra que esse seria o perfil do candidato escolhido por 38% dos eleitores, o maior percentual encontrado. Embora a intenção de votos mostre outra realidade, a disputa concentrada em nomes já conhecidos do cenário político.

Com relação à forma que o novo prefeito, seja ele quem for, deve administrar a cidade, a maioria dos entrevistados, 37% deles, afirmou que o gestor deveria manter apenas alguns programas, e mudar muita coisa na administração municipal. Não foi especificado pela pesquisa o que deveria ser mantido e o que teria de mudar.

 

IMAGEM: Marcos Corrêa/Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

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