Economia

Varejo reage e cresce 2,9% em novembro


Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,5%, informou o IBGE. Para Alencar Burti, presidente da ACSP, a Black Friday teve influência no resultado positivo


  Por Estadão Conteúdo 15 de Janeiro de 2019 às 11:49

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


As vendas do comércio varejista subiram 2,9% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta terça-feira, 15/01, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A alta de 2,9% em novembro ante o mês anterior foi a mais acentuada para o período de toda a série histórica, iniciada em 2000, informou o IBGE. Considerando todos os meses do ano, o avanço no volume vendido pelo varejo em novembro ante outubro foi o segundo melhor desempenho da série, atrás apenas da alta de 4,0% registrada em janeiro de 2017.

Na comparação com novembro de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,4% em novembro de 2018, coincidindo com o teto do intervalo das previsões (4,4%). Nesse confronto, o piso do intervalo era redução de 0,2% e a mediana, positiva de 2,05%. 

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,5% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 2,6%. 

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,5% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. 

Na comparação com novembro de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 5,8% em novembro de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam desde um aumento de 0,9% a 5,9%, com mediana positiva de 4,2%. 

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,4% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 5,5%

O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve alta de 0,4% em novembro de 2018, informou o IBGE. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas registrou ligeiro recuo de 0,1% em novembro.

EFEITO BLACK FRIDAY

Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, a alta de 4,4% em novembro de 2018 nas vendas do varejo restrito nacional, frente ao mesmo período de 2017, deve-se principalmente a dois fatores: Black Friday e elevação da confiança do consumidor.

“É um número muito bom, puxado em grande parte pela Black Friday. É interessante observar que o ramo que mais cresceu foi o de artigos de uso pessoal e doméstico (16,9%), que inclui brinquedos, materiais esportivos, joias e lojas de variedades. Isso mostra que, embora a data comercial seja muito relacionada à venda de produtos eletrônicos pela internet, no varejo físico ? que vem abraçando a Black Friday de maneira cada vez mais intensa ?, a predominância é de produtos de menor valor, como panela, ferro de passar e utilidades domésticas”, analisa Burti.

Ele destaca que a elevação da confiança do consumidor brasileiro em novembro ? comportamento típico do período pós-eleitoral ? ajudou o varejo.

“Passada a incerteza da eleição, o consumidor que estava postergando compras, por não saber exatamente o rumo do País, ficou mais à vontade, inclusive para comprar a prazo”. Em dezembro, o Índice Nacional de Confiança da ACSP subiu 4 pontos.

A presidente da ACSP chama atenção para o crescimento de 4,8% no segmento de tecidos, vestuário e calçados, motivado pelas temperaturas mais elevadas na maior parte do Brasil, ajudando a moda primavera-verão.

 

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