Brasil

Governo de SP prorroga quarentena até 22 de abril


Restrições a comércio e serviços não-essenciais serão mantidas e seguem sem flexibilizações em todo o Estado. Governador João Doria fez apelo a empresários para não demitirem nesse período


  Por Redação DC 06 de Abril de 2020 às 13:18

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O governo de São Paulo anunciou a ampliação da quarentena em todo o estado até o próximo dia 22 de abril, determinação que entra em vigor a partir desta quarta-feira (8/4).

Apesar de os paulistanos terem retomado a rotina aos poucos, e algumas prefeituras paulistas determinarem a reabertura do comércio, a medida segue sem flexibilizações, e foi tomada para conter o avanço do coronavírus no estado. A determinação será publicada no Diário Oficial desta terça-feira (7/4).

"Isso é constitucional, é uma determinação que deve ser seguida por todos os municípios do estado", afirmou o governador João Doria. "Sem essas medidas no sentido de fazer um isolamento das pessoas, pelos cálculos, seriam 10 vezes mais casos do que os 4600", disse o secretário estadual de Saúde, José Henrique German.

O decreto do Estado de São Paulo determinou o fechamento do comércio e de serviços não essenciais, o que inclui bares, restaurantes e cafés, que só podem funcionar com serviços de delivery. Já os considerados essenciais, como farmácias e supermercados, podem abrir as portas. 

Serviços considerados essenciais: 

Hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas;
Transporte público;
Transportadoras e armazéns;
Empresas de telemarketing;
Petshops;
Deliverys;
Supermercados, mercados e padarias;
Limpeza pública;
Postos de combustível.

Continuam fechados durante a quarentena: 

Bares;
Restaurantes;
Cafés;
Casas noturnas;
Shopping centers e galerias;
Academias e centros de ginástica;
Espaços para festas, casamentos, shows e eventos;
Escolas públicas ou privadas.

*Bares, cafés e restaurantes podem manter o funcionamento em sistema de delivery e/ou drive thru.

APELO AOS EMPRESÁRIOS

São Paulo é o Estado com o maior número de mortes e de casos do novo coronavírus no Brasil. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o Estado tem 275 óbitos, 56% do total do País.

O Estado tem 4.620 casos confirmados, 41% dos casos brasileiros. O balanço mais recente do Ministério da Saúde, do final da tarde deste domingo, indicava que o País tem 486 mortes e 11.130 casos.

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, afirmou que estudos coordenados por epidemiologistas apontam que houve 56% de redução na mobilidade social do Estado. O ideal, segundo ele, é um porcentual acima de 60%. Antes do anúncio, Doria voltou a pedir que empresários não demitam funcionários neste período.

"Um apelo, façam todo o possível para não demitir. Compreendo as restrições deste momento. Mais do que nunca, seus funcionários e colaboradores esperam de vocês que exerçam sua responsabilidade social e seu lado humanitário. O sofrimento é de todos, mas principalmente dos que dependem do salário para sobreviver", disse Doria.  

FOTO: Reprodução do site/Governo do Estado de SP      *Com informações do Estadão Conteúdo