Economia

Confiança do consumidor paulista está no maior patamar desde maio de 2015


Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que fez o levantamento, a retomada da indústria ajuda a explicar o aumento da confiança


  Por Redação DC 08 de Novembro de 2018 às 11:41

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Índice de Confiança do Consumidor de São Paulo (IC-SP) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 81 pontos em outubro, uma elevação de 10 pontos em relação a setembro (71) e de 23 pontos frente a outubro do ano passado (58).

É o maior patamar desde maio de 2015, quando o indicador marcou 86 pontos. A pesquisa foi feita entre 8 e 14 de outubro em todas as regiões paulistas, ou seja, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno das eleições.

“Os dados da pesquisa de outubro em SP são significativamente melhores do que os de setembro e refletem a retomada da indústria, que tem contratado mais, inclusive como mostram os últimos números do CAGED”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Para ele, “outro fator que puxou a confiança é a realização do primeiro turno das eleições, que diminuiu a incerteza política do eleitorado do estado”.

BRASIL

A confiança dos brasileiros ficou próxima à de São Paulo, com 82 pontos em outubro, mas cresceu bem menos nos contrastes com setembro (78) e outubro do ano passado (73), conforme o Índice Nacional de Confiança (INC), também da ACSP.

Em ambas as pesquisas, o indicador varia entre zero e 200 pontos, sendo que o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, do otimismo. A margem de erro é de três pontos.

“Tradicionalmente a confiança de SP ficava abaixo da média nacional e agora os índices se igualam, considerando a margem de erro”, analisa Burti. 

EMPREGO

O IC-SP registra melhora da avaliação do consumidor em relação à economia da região nos próximos seis meses. Em setembro, 19% acreditavam em fortalecimento da economia e em outubro a parcela aumentou para 24%.

Sobre avaliação da situação financeira pessoal nos próximos seis meses, em setembro 40% apostavam que melhoraria e em outubro eram 45%.

O IC-SP também detectou que os paulistas estão mais seguros no emprego; em setembro 59% estavam pouco confiantes e no mês seguinte a parcela caiu para 52%. Os seguros no emprego passaram de 20% para 24% na mesma base de comparação.

Além disso, em setembro, 78% dos entrevistados conheciam alguém que perdeu o emprego nos últimos seis meses e em outubro caiu para 73%. Os que não conhecem passaram de 21% para 26%.  

Por fim, 48% dos paulistas temiam ser demitidos em setembro e em outubro eram 40%. Os que não creem nessa possibilidade somaram 24% e 28% na passagem de um mês para outro.

METODOLOGIA

O IC-SP é elaborados a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, com base em amostra probabilística e representativa da população de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança da população quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção da população quanto à economia, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado.

 

IMAGEM: Thinkstyock