Economia

Inflação deve arrefecer nos próximos meses


A redução esperada nos preços dos combustíveis e da energia estão entre os fatores que devem levar a inflação em direção à meta, segundo economistas da ACSP


  Por Instituto Gastão Vidigal 07 de Novembro de 2018 às 19:39

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue ligeiramente acima da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, e o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) permanece pressionado em termos anuais.

Contudo, segundo análise dos economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a expectativa para os próximos meses é de desaceleração de ambos os indicadores.

No caso do IPCA, pesarão as quedas dos preços da energia elétrica, após o fim da bandeira vermelha, e dos combustíveis, refletindo o repasse da redução do valor da gasolina na refinaria.

Já para o IGP-DI, segundo os economistas da ACSP, a menor cotação do dólar será importante fator de descompressão.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro, o IPCA apresentou a maior alta para o mês desde 2015 (0,45%).

As maiores contribuições estiveram dadas pelos grupos de transportes, ainda pressionado pela elevação dos preços de combustíveis, alimentação e bebidas.

Em 12 meses, a inflação oficial avançou para 4,56%, afastando-se ligeiramente da meta de inflação anual (4,5%).

No caso do IGP-DI, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve forte desaceleração, entre setembro e outubro, de 1,79% para 0,26%.

Esse resultado se explica fundamentalmente pela menor intensidade dos aumentos dos preços das matérias primas (IPA), devido ao expressivo recuo da taxa de câmbio, ocorrido após as eleições.

Ainda assim, por causa da baixa base de comparação do ano passado, o resultado em 12 meses acelerou para 10,51%.

 

IMAGEM: Thinkstock