Whirlpool, dona da Brastemp, vai investir R$ 240 mi para ampliar fábricas

A companhia quer acompanhar a demanda por produtos da linha branca, como geladeiras e máquinas de lavar roupa, que deu um salto no isolamento social

Estadão Conteúdo
20/Jul/2021
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Whirlpool, dona da Brastemp, vai investir R$ 240 mi para ampliar fábricas

A americana Whirlpool, dona de marcas como Brastemp e Consul, acaba de anunciar o primeiro investimento em aumento de capacidade no Brasil em cerca de uma década. A companhia fará aporte de R$ 240 milhões em sua fábrica de máquinas de lavar roupas, em Rio Claro (SP), e na de refrigeradores, em Joinville (SC). A empresa fará também um novo centro administrativo, na capital paulista.

O presidente da Whirlpool na América Latina, João Carlos Brega, diz que o aumento da capacidade vai gerar aproximadamente 3 mil empregos, entre diretos e indiretos. A companhia, que possui capital aberto na Bolsa de Nova York (Nyse), não divulga o volume de produção no Brasil nem qual será o crescimento da capacidade com os investimentos. Segundo o executivo, o quadro de funcionários vai ser ampliado em 30%.

A companhia bateu o martelo sobre os investimentos recentemente, em plena pandemia, uma vez que a demanda por produtos da linha branca, como geladeiras e máquinas de lavar roupa, deu um salto no isolamento social. "Quando chegou a crise sanitária, em 2020, estávamos indo buscar os patamares de produção de 2013 e 2014. No fim, a nossa demanda foi uma das menos prejudicadas", disse a o executivo.

No primeiro trimestre, as vendas da companhia na América Latina cresceram 35,4%, desconsiderando o impacto do câmbio, para US$ 732 milhões, segundo demonstrativo financeiro da companhia. O resultado, conforme o documento, foi puxado pelo desempenho dos negócios no Brasil e no México.

No Brasil, de janeiro a março, o mercado de linha branca teve crescimento de 11,64%, com a venda de 4,03 milhões de unidades, conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).

Para a sócia da AGR Consultores, Ana Paula Tozzi, o crescimento da linha branca em meio à pandemia se deve, principalmente, aos efeitos do auxílio emergencial e a mudanças de hábitos de consumo. "Isoladas em casa, as pessoas passaram a valorizar mais o design moderno e o bom funcionamento de eletrodomésticos. O auxílio emergencial também ajudou a impulsionar o crescimento na América Latina, tornando o Brasil protagonista da região para a Whirlpool", comenta.

O executivo da Whirlpool explica que o aumento das vendas pela companhia no ano passado foi de dois dígitos, ritmo que deve ser mantido em 2021. Outros dois fatores que devem ajudar a empresa, segundo ele, são a saúde da construção civil - que exige que novos donos de imóveis comprem mobília para a nova casa a ser entregue - e a emergência de produtos que hoje ainda estão pouco presentes nos lares brasileiros, como as lava-louças.

O aumento da produção, segundo Brega, começará a ser feito no fim do ano, com a maturidade prevista para o início do ano de 2022. Para ele, a segurança em fazer o novo aporte veio do avanço da vacinação contra a covid-19 no País. A Whirlpool participa do grupo Unidos pela Vacina, criado por Luiza Trajano, do Magazine Luiza.

Além das duas fábricas que receberão investimentos, a companhia também tem uma unidade em Manaus (AM). Possui ainda quatro centros de tecnologia e três centros de distribuição. 

 

 

 

 

 

 

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