Volume de negócios do segmento de vendas diretas recua 1,1% em 2017

Segundo a ABEVD, associação das empresas do segmento, o número de empreendedores ativos caiu para 4,1 milhões no ano passado, um recuo de 3,6%

Estadão Conteúdo
05/Mar/2018
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Volume de negócios do segmento de vendas diretas recua 1,1% em 2017

O segmento de vendas diretas encerrou o ano de 2017 com uma queda de 1,1% no volume de negócios, para R$ 45,2 bilhões, informou nesta segunda-feira, 5/03, a Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas (ABEVD).

Segundo a entidade, o número de empreendedores ativos caiu para 4,1 milhões, um recuo de 3,6%, enquanto o volume de itens comercializados teve diminuição de 3,6%, para 1,987 milhão.

Em nota, Roberta Kuruzu, diretora executiva da ABEVD, destaca que o setor dá sinais de que está entrando em um período de estabilização. "As vendas diretas seguem de perto a situação econômica do País. Quando há muito desemprego, cresce o número de pessoas que empreendem para manter a renda. E quando o desemprego diminui, muitos optam por continuar na área para melhorar os seus ganhos pessoais e da família, além de terem um aumento na sua capacidade de consumo", afirma.

Para a executiva, a queda do volume de negócios não reflete as perspectivas das associadas, que se mantêm positivas para 2018. Entre as razões, ela cita a recuperação econômica e a confiança de que o setor desfruta no Brasil. "A ABEVD vê uma tendência de melhora no setor durante o ano e um crescimento da profissionalização dos empreendedores de vendas diretas", diz.

"O que vemos é um canal ainda em expansão, com possibilidade de distribuição de diferentes produtos e serviços e que agora já conta com mais empreendedores que vivem apenas dele e precisam pensar seus negócios de forma cada vez mais profissional. E este é um dos aspectos que nos fazem ter uma perspectiva bastante animadora para este ano", diz Roberta na nota.

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

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