Vendas à vista caem 4% em julho

Já as vendas a prazo subiram 8,4%, resultando em crescimento médio de 2,2% do varejo da capital paulista sobre julho do ano passado, de acordo com o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo

Redação DC
02/Ago/2018
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Vendas à vista caem 4% em julho

O inverno irregular em julho na capital paulista foi a principal causa da queda de 4% no movimento de vendas à vista no varejo sobre igual período de 2017, segundo o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“O sistema à vista reúne os segmentos de roupas, calçados e acessórios. As lojas foram prejudicadas pelos poucos dias consecutivos de frio mais intenso em julho. A coleção Outono-Inverno ficou parada nas prateleiras, o que inclusive antecipou e intensificou as liquidações de inverno”, analisa Emílio Alfieri, economista da ACSP.

Já as vendas a prazo ? que abrangem bens duráveis, de maior valor ? subiram 8,4%, beneficiadas por juros mais baixos, alongamento de prazos e base fraca do ano passado.

Assim, o varejo registrou crescimento médio de 2,2%. “O resultado reforça que o setor ainda não se recuperou totalmente do susto provocado pela paralisação dos caminhoneiros.

A confiança do consumidor, embora tenha retomado tendência de elevação, permanece no campo do pessimismo. De forma geral, a economia não apresentou condições para um crescimento das vendas na faixa de 3% a 5%, que era nossa previsão inicial para o período”, diz Alfieri.

Ele ressalta que a alta de 2,2% de julho representa leve arrefecimento em relação à primeira quinzena do mês (2,8%). E que “a eliminação do Brasil da Copa do Mundo e o calor atípico da segunda metade de julho podem explicar esse enfraquecimento”.

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No contraste com junho, o comércio de SP caiu 4,1% nas vendas a prazo e 0,7% à vista, resultando em diminuição média de 2,4%. Trata-se de uma queda sazonal, visto que junho conta com uma forte data comercial: o Dia dos Namorados.

Acumulado

No período acumulado de janeiro a julho, o setor teve um aumento médio de 2,8% nas vendas. Para o economista, se a confiança do consumidor melhorar nos próximos meses e as lojas investirem em boas promoções de fim de ano, o comércio pode fechar o ano com alta superior a 3%. Em junho, a ACSP divulgou projeção de crescimento de 3,6% do varejo brasileiro em 2018. Tradicionalmente, o varejo paulistano tende a acompanhar o desempenho nacional.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP com amostra fornecida pela Boa Vista SCPC.

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

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