Varejo segue em retomada no mês de setembro

Aumento foi de 7,3% no mês, a quinta alta consecutiva. Mas, com o fim do Auxílio Emergencial e o desemprego alto, desempenho pode atenuar-se nos próximos meses, sinalizam os economistas da ACSP

Instituto Gastão Vidigal
12/Nov/2020
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Varejo segue em retomada no mês de setembro

Em setembro, o varejo seguiu apresentando recuperação: pela Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, as vendas do varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) e do ampliado (que considera todos os setores) apresentaram aumentos de 7,3% e 7,4%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2019. 

Porém, com a diminuição e o posterior término do Auxílio Emergencial num contexto de elevado desemprego, esse desempenho poderá atenuar-se nos próximos meses. A análise é dos economistas do Instituto Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

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No acumulado do ano, houve estabilidade e queda de 3,6%, respectivamente, enquanto no acumulado de 12 meses foram registradas alta de 0,9% e contração de 1,4%. 

No comparativo anual, se destacaram positivamente as vendas de materiais de construção, farmácias, móveis e eletrodomésticos, bens de uso doméstico e supermercados. Os volumes comercializados de veículos, confecções, artigos de escritório e informática continuaram apresentando recuos.

Apesar desses resultados heterogêneos, a evolução do varejo restrito, nessa mesma base de comparação, sinaliza
continuidade da retomada do varejo restrito, que pode ser explicada pelo impacto positivo do Auxílio Emergencial, as menores taxas de juros, a flexibilização das medidas de isolamento social e a recuperação da confiança do consumidor, segundo o Índice Nacional de Confiança do Consumidor (INC) medido pela ACSP/Behup. 

De todo modo, a manutenção de juros baixos, impulsionada pelo baixo nível da taxa Selic e a maior concorrência bancária, promovidos pelo Banco Central, além da maior flexibilização das medidas de isolamento e o aumento da confiança do consumidor são fatores que tendem a afetar positivamente o comércio, avaliam os economistas.  

FOTO: Estadão Conteúdo

 

 

 

 

 

 

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