Queda no preço dos alimentos sustenta recuperação do varejo

O desempenho dos supermercados foi o ponto forte em setembro. O setor registrou alta de 6% no mês

Estadão Conteúdo
14/Nov/2017
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Queda no preço dos alimentos sustenta recuperação do varejo

O varejo confirmou em setembro que há uma recuperação no setor, mas ainda gradual, segundo Isabella Nunes, gerente na Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento no ritmo de vendas no mês foi visível em setembro em todas as comparações da Pesquisa Mensal de Comércio, lembrou Isabella.

O volume vendido, porém, ainda está 8,5% abaixo do patamar mais elevado, alcançado em novembro de 2014. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas estão 14,8% abaixo do pico registrado em agosto de 2012. "O varejo aumentou o ritmo das vendas, mas não foi capaz de recuperar as perdas do passado", observou Isabella.

Em setembro, a alta de 6,4% no varejo restrito em relação a setembro do ano passado foi o melhor desempenho desde abril de 2014. O movimento foi puxado pelo avanço de 6,0% no volume vendido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que também tiveram o avanço mais expressivo desde abril de 2014. O setor é estimulado pela redução nos preços dos alimentos consumidos em casa e pela ligeira melhora no mercado de trabalho.

"Alimentos no domicílio estão com deflação de 5,3% (em 12 meses até setembro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), enquanto a inflação geral está positiva em 2,5% no período", disse Isabella.

Quanto ao mercado de trabalho, o pequeno aumento no total de postos de trabalho elevou também a massa de salários em circulação na economia. "Portanto, a maior renda disponível e a deflação de alimentos beneficiaram o setor de alimentos, que mostra resultado positivo. Foi o setor que mais respondeu ao aumento das vendas", apontou a pesquisadora.

A renda mais alta também ajudou nas demais atividades com avanços em setembro ante setembro de 2016: Móveis e eletrodomésticos(16,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,8%), Tecidos, vestuário e calçados(11,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%).

"Eles estão respondendo a essa mesma lógica de aumento de massa de salários", afirmou Isabella.

Houve perdas, porém, em Combustíveis e lubrificantes (-4,1%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-6,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,0%). "Os preços dos combustíveis estão evoluindo acima da inflação, livros e papelaria também", disse.

No varejo ampliado, o avanço de 9,3% ante setembro de 2016 foi a taxa positiva mais elevada desde outubro de 2012. O segmento de Veículos, motos, partes e peças apresentou avanço de 10,8%, enquanto Material de construção cresceu 15,5%."O varejo teve um mês de setembro forte", concluiu a gerente do IBGE.

IMAGEM: Thinkstock

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Fev
Mar
Abr
IGP-M
1,1612
1,1477
1,1466
IGP-DI
1,1535
1,1557
1,1353
IPCA
1,1054
1,1130
1,1213
IPC-Fipe
1,1033
1,1096
1,1226

Indicadores de Crédito da Boa Vista

Índice
Fev
Mar
Abr
Demanda por crédito
-4,3%
0,6%
-4,3%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
0,6%
-1%
1,1%
Inadimplência do consumidor
1,4%
5,1%
5,0%
Recuperação de crédito
3,5%
6,4%
1,8%
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