Não é hora de descanso

Enquanto o Brasil reclama por mudanças estruturais urgentes para escapar da crise social, os parlamentares estão preocupados em “legalizar” uma verba pública para a campanha eleitoral

Roberto Mateus Ordine
29/Set/2017
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Não é hora de descanso

No Brasil temos o hábito de deixar para tomar as providências necessárias na última hora e não na hora certa. As notícias favoráveis na economia demonstram que os resultados do setor se descolaram da crise política brasileira, o que é positivo; mas, insuficiente para se criar um estado moderno, de que tanto necessitamos.

Tanto a bolsa de valores, quanto o mercado entenderam que não devem aguardar uma postura mais compatível dos nossos legisladores.

Enquanto o Brasil reclama por mudanças estruturais urgentes para escapar da crise social, os parlamentares estão preocupados em “legalizar” uma verba pública para a campanha eleitoral.

Apenas poucas e gratas vozes do parlamento se insurgiram contra este desmando.

Apesar do momento de calmaria no setor econômico, o País necessita urgentemente das reformas previdenciária, tributária e administrativa para sua modernização.

É preciso diminuir o tamanho do estado brasileiro e acabar com a burocracia medieval persistente, que causam tantos entraves para o investimento privado e para o desenvolvimento da livre iniciativa.

O Brasil precisa se adequar aos novos tempos, criando um modelo de governo moderno e ágil, que consiga enfrentar os novos desafios do mundo atual.

É preciso que o Brasil estimule cada vez mais os investimentos da iniciativa privada, diminuindo a  interferência do estado no mundo comercial.

É preciso acabar também com a dependência de uma elevada carga tributária para sustentar uma máquina pública ultrapassada e absurda.

Torna-se imprescindível que os investidores sintam-se mais livres para gerar renda para o país e novos empregos para atender os milhões de brasileiros que chegam ao mercado de trabalho todos os anos.

Precisamos aproveitar o momento de transição atual, conseguindo sair de uma crise sem precedente, para  encontrar mecanismos modernos de governança, rompendo de vez com o modelo arcaico vigente, onde ainda considerável parcela da sociedade é dependente de empregos públicos e ações de governo para sobreviver.

No estado democrático moderno, essa função não cabe  mais ao governo e sim a iniciativa privada, que promove investimento em negócios lucrativos, gerando tributos para cumprir sua função, tornando o múnus público mais leve.

Só dessa forma o Estado poderá cumprir sua função social, voltando sua atenção apenas para a educação, a saúde e a segurança; propiciando uma escola de qualidade,  uma saúde digna para todos e segurança para a população -e se livrando do populismo e da demagogia que promete uma coisa e entrega outra.

Povo livre é povo educado,  com discernimento para escolher melhor seus representantes e preservar a democracia.

*As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio
                                     

 

 

 

 

 

 

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