Índice Nacional de Confiança, da ACSP, mostra um consumidor pessimista

O indicador recuou 2,9% em março, na quarta queda mensal seguida, e passou a registrar 99 pontos, patamar considerado negativo

Redação DC
22/Mar/2024
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O Índice Nacional de Confiança (INC), divulgado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), recuou 2,9% em março na comparação com fevereiro, caindo aos 99 pontos. Foi a quarta queda mensal seguida, levando agora o indicador a um patamar considerado negativo (abaixo dos 100 pontos).

Na comparação com março do ano passado, a queda foi de 3,9%. A sondagem foi realizada com uma amostra de 1.711 famílias, de todo o país, residentes em capitais e cidades do interior.

Segundo a ACSP, só não houve queda na confiança entre os consumidores do Sul do país, onde o índice mostrou estabilidade. No recorte por classes socioeconômicas, houve diminuição nas classes C e D/E e estabilidade para a classe A/B.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, houve deterioração da percepção das famílias em relação ao futuro das finanças pessoais, embora a percepção de segurança no emprego tenha melhorado.

O economista destaca que a queda na confiança reflete na menor disposição do consumidor em comprar itens de maior valor, como carro e casa, e também em adquirir bens duráveis. 

Para Ruiz de Gamboa, a tendência negativa do indicador reflete “o processo de desaceleração da economia, iniciado no ano passado, num contexto de elevado endividamento das famílias, juros ainda muito altos e aumento dos preços dos alimentos, que prejudicam relativamente mais as famílias pertencentes aos segmentos de renda mais baixos.”

O economista diz ainda que “a evolução da confiança do consumidor durante os próximos meses dependerá fundamentalmente das perspectivas da renda e do emprego, que, até o presente momento, são de menor crescimento em relação ao ano passado”.

 

IMAGEM: Newton Santos/DC

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