Guerra no Leste europeu vai afetar bolso do brasileiro, diz ACSP

Produtos que dependem de insumos provenientes do petróleo, como vestuário, calçados e cosméticos, devem ficar mais caros

Redação DC
08/Mar/2022
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Guerra no Leste europeu vai afetar bolso do brasileiro, diz ACSP

Os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia vão começar a ser sentidos no comércio do Brasil. A alta do petróleo, o aumento do câmbio, o encarecimento de produtos básicos como milho e trigo e a elevação do custo do frete para o transporte dos produtos, por conta do aumento do preço dos combustíveis, trarão reflexo direto no bolso do consumidor.

O Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), prevê desaceleração das vendas no varejo. Só que, mesmo com esta situação, o crescimento anual do comércio está estimado em 1,6% comparado com 2021, ainda por conta do aumento da mobilidade urbana gerada pela vacinação em massa da população.

Como resultado do embargo do Ocidente aos russos, os consumidores também poderão notar, em pouco tempo, o aumento do preço de itens como peças de vestuário, calçados e cosméticos. É que estes itens necessitam de insumos provenientes do petróleo para produção.

Além disso, matérias-primas caras e preço alto para o transporte elevarão os custos de todas as mercadorias.

Nesse cenário, a inflação alta força uma elevação da taxa de juros. Esta também sofrerá aumento acima do esperado pelo mercado, provocando ainda mais dificuldade para o consumidor ter acesso ao crédito na compra de bens e produtos.

A ACSP estima que a taxa de juros básica vá para além dos 12% neste ano. “A manutenção de um ciclo de alta da taxa Selic deverá desacelerar ainda mais a atividade econômica, mantendo a taxa de desemprego em patamares elevados”, analisou Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.

“O cenário de crescimento está mantido, até este momento, por conta da provável superação da pandemia ao longo do ano, e sob a hipótese de que o conflito na Ucrânia tenha rápida solução”, disse Ruiz de Gamboa. “Se os conflitos se prolongarem, no entanto, podemos ter impactos ainda maiores e a expectativa de hoje vai precisar ser revista”, complementou.

 

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

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