A verdadeira carga tributária

No preço final do vinho, por exemplo, 121% são tributos, e não 54,74%

Charles Holland
03/Nov/2015
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Os consumidores recebem informações sobre a carga tributária de produtos. Mas o cálculo é feito de maneira que o total de impostos e contribuições sociais não seja registrado como deveria.

No caso de vinho, a carga tributária reportada é de 54,74% sobre o preço total, mas a taxação total efetiva correta é de 120,9% sobre o valor da bebida comercializada.

Outros exemplos: conta de luz, 88,8% e não 47,08%; telefonia, 92,2% e não 47,87%; automóvel Toyota Corolla 2.0, 67,8% e não 40,74%, cerveja 121% e não 54,8%. Gasolina 113% e não 53,03%.  Bem diferente!

Nos Estados Unidos inexistem impostos sobre vendas, exceto para o consumidor final - geralmente 8 a 9%.

Na Europa existe um imposto sobre valor adicionado (VAT). Aprimoramos o VAT no Brasil. Temos quatro VATs: ICMS (cerca de 18%), IPI - média de 10% -, COFINS 7,6% e PIS, 1,65.

Nos últimos 20 anos, todos os países que entraram em recessão adotaram politicas de redução de impostos, juros negativos em relação à inflação e liberação de recursos para obras de infraestrutura.

A carga tributária atual sobre o PIB no Brasil é 35,4% (base 2014), enquanto no Chile é 18,6%, na China 17%, EUA 26,9%. Nesses países, há contraprestação de serviços públicos de qualidade para todos.

A carga tributária no Brasil sobre o PIB era de 20,01% em 1988; 26,65% em 1998; 34,10% em 2008 e de 35,42% em 2014. Na maior parte do mundo os governos estão encolhendo, propiciando mais recursos para a sociedade, investimentos e geração de empregos.

A eventual volta de CPMF estimula a depressão da economia e mais desempregos. Muito terrorismo está sendo discutido, assustando e trazendo insegurança a todos os contribuintes.

Essa insegurança gera retração de consumo, investimentos e desemprego. E custos são como unhas. Crescem continuamente. A maioria, exceto governo - principalmente federal -, faz enxugamentos continuamente.

 

 

 

 

 

 

Indicadores de Crédito da Boa Vista

Índice
Mar
Abr
Mai
Demanda por crédito
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-4,3%
--
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
-1%
1,1%
--
Inadimplência do consumidor
5,1%
5,0%
7,5%
Recuperação de crédito
6,4%
1,8%
-5,6%
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Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mar
Abr
Mai
IGP-M
1,1477
1,1466
1,1072
IGP-DI
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1,1353
1,1056
IPCA
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1,1213
1,1173
IPC-Fipe
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1,1226
1,1227

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