A ilusão de grandeza

Espanha, Portugal e no Brasil estão entre as economias mais fechadas, com ênfase na burocracia, carga fiscal, legislação trabalhista e a presença da corrupção

Aristóteles Drummond
18/Jul/2018
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A ilusão de grandeza

Os governantes brasileiros e boa parte da sociedade em geral se satisfazem com a ilusão de que somos um grande país, com mais de 200 milhões de habitantes e mais de oito milhões de quilômetros quadrados. Décima economia mundial – fomos a oitava, no final do governo Figueiredo – e campeões no agronegócio em produtos nobres, como carne, café, soja, açúcar.

Uma desonesta ilusão, uma vez que não é alimentada por ignorantes despreparados, mas por pessoas informadas. Estamos, lamentavelmente, entre as nações mais atrasadas do mundo no que interessa, que é a renda per capita , a segurança, a saúde, a educação e a felicidade do povo.

Tenho observado, aqui da Europa, onde, de Portugal tenho acesso aos excelentes jornais espanhóis e franceses, que existe um consenso geral de que a modernização nas relações do trabalho e na captação de recursos humanos e financeiros são exigências para se manter as conquistas acumuladas nos últimos 50 anos, sejam elas políticas (queda do comunismo e integração do leste na União Europeia) ou no campo da ciência  – na medicina e na educação, com a multiplicação dos centros de excelência em todo o hemisfério norte.

No entanto, o esforço para vencer os obstáculos ao progresso encontram também resistências, como nos chamados países em desenvolvimento, onde o Brasil se situa. A diferença é que o alto empresariado, o mundo acadêmico, a imprensa especializada e significativas lideranças políticas estão de acordo no que toca ao avanço. A questão da Previdência é destaque e a manutenção da situação atual inviabiliza algumas economias importantes, como a francesa e a espanhola.

As economias mais abertas do mundo são de países de alto nível de renda e qualidade de vida. A saber: Singapura, Nova Zelândia, Hong Kong, Suíça e Austrália. Já na Espanha, Portugal e no Brasil estão entre as mais fechadas, com ênfase na burocracia, carga fiscal, legislação trabalhista e a presença da corrupção.

Hoje, no mundo da informação e do conhecimento, não fossem as ideologias e a defesa de interesses corporativos e elitistas, tudo seria melhor. No Brasil, os beneficiados com altos salários e pensões não querem ceder; os pseudo-ambientalistas travam o desenvolvimento de maneira irracional; o sistema de segurança pública é influenciado por aqueles que circulam em carros blindados e possuem segurança privada, indiferentes ao drama vivido pelos que moram na periferia dos grandes centros indefesos.

Os governantes brasileiros e boa parte da sociedade em geral se satisfazem com a ilusão de que somos um grande país, com mais de 200 milhões de habitantes e mais de oito milhões de quilômetros quadrados. Décima economia mundial – fomos a oitava, no final do governo Figueiredo – e campeões no agronegócio em produtos nobres, como carne, café, soja, açúcar.

Uma desonesta ilusão, uma vez que não é alimentada por ignorantes despreparados, mas por pessoas informadas. Estamos, lamentavelmente, entre as nações mais atrasadas do mundo no que interessa, que é a renda per capita , a segurança, a saúde, a educação e a felicidade do povo.

Tenho observado, aqui da Europa, onde, de Portugal tenho acesso aos excelentes jornais espanhóis e franceses, que existe um consenso geral de que a modernização nas relações do trabalho e na captação de recursos humanos e financeiros são exigências para se manter as conquistas acumuladas nos últimos 50 anos, sejam elas políticas (queda do comunismo e integração do leste na União Europeia) ou no campo da ciência  – na medicina e na educação, com a multiplicação dos centros de excelência em todo o hemisfério norte.

No entanto, o esforço para vencer os obstáculos ao progresso encontram também resistências, como nos chamados países em desenvolvimento, onde o Brasil se situa. A diferença é que o alto empresariado, o mundo acadêmico, a imprensa especializada e significativas lideranças políticas estão de acordo no que toca ao avanço. A questão da Previdência é destaque e a manutenção da situação atual inviabiliza algumas economias importantes, como a francesa e a espanhola.

As economias mais abertas do mundo são de países de alto nível de renda e qualidade de vida. A saber: Singapura, Nova Zelândia, Hong Kong, Suíça e Austrália. Já Espanha, Portugal e no Brasil estão entre as mais fechadas, com ênfase na burocracia, carga fiscal, legislação trabalhista e a presença da corrupção.

Hoje, no mundo da informação e do conhecimento, não fossem as ideologias e a defesa de interesses corporativos e elitistas, tudo seria melhor. No Brasil, os beneficiados com altos salários e pensões não querem ceder; os pseudo-ambientalistas travam o desenvolvimento de maneira irracional; o sistema de segurança pública é influenciado por aqueles que circulam em carros blindados e possuem segurança privada, indiferentes ao drama vivido pelos que moram na periferia dos grandes centros indefesos.

Felicidade não se constrói com demagogia ou ideologia.

E aqui perto de nós tem países crescendo como Paraguai, Colômbia e em breve o Chile que retomou o caminho certo.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio


 

 

 

 

 

 

 

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