Finanças

Novo crediário só deve ganhar corpo em 2019


O modelo será uma alternativa ao parcelamento sem juros. As empresas de cartão de crédito prometem pagar o varejo em até cinco dias após as compras


  Por Estadão Conteúdo 13 de Junho de 2018 às 15:38

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Fernando Chacon, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), informou que um projeto piloto do novo crediário terá início no último trimestre deste ano.

"Será modesto. O novo crediário ganhará escala em 2019", disse ele, durante o CIAB, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

De acordo com Chacon, o novo crediário estará disponível nas máquinas que capturam transações com cartão (POS, na sigla em inglês) e chegará ao mercado a juros "extremamente competitivos".

Ele afirmou ainda que o foco do novo produto, apresentado ao Banco Central como uma alternativa para reduzir o prazo de pagamento ao lojista, não visa a substituir nenhuma outra solução como, por exemplo, o parcelado sem juros, mas contribuir para um novo salto do mercado de pagamentos no País, endereçando uma demanda dos lojistas.

O novo crediário deve beneficiar, conforme Chacon, principalmente os pequenos lojistas.

Também presente, Pedro Coutinho, presidente da GetNet, afirmou que esses estabelecimentos não conseguem hoje oferecer parcelamentos longos aos seus clientes, o que será possível com o novo crediário.

O novo crediário já nascerá, conforme a proposta dos bancos ao BC, com tempo de pagamento de, no máximo, cinco dias. Como esse tende a ser o prazo limite, a ideia é que o produto estimule a concorrência no segmento de cartões.

ENTENDA

No início do ano, empresas de cartão de crédito propuseram ao Banco Central uma alternativa ao parcelamento sem juros.

Em paralelo a essa modalidade, está sendo criada uma espécie de crediário para que o consumidor continue a pagar suas compras em parcelas.

Como contrapartida ao varejo, as empresas de cartão de crédito ofereceram reduzir de 30 para cinco dias o prazo para pagar os lojistas.

A proposta faz parte de uma série de medidas apresentadas pelas bandeiras, ainda em 2016, sob a justificativa de reduzir custos e aproximar o modelo brasileiro de pagamentos do padrão internacional.

IMAGEM: Thinkstock