Economia

Previdência e privatizações são prioridade, diz Guedes


"Vamos simplificar e reduzir impostos, eliminar encargos e impostos trabalhistas sobre a folha de pagamentos, para gerar em dois três anos 10 milhões de empregos novos, diz Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda


  Por Estadão Conteúdo 29 de Outubro de 2018 às 09:00

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O assessor econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou na noite deste domingo (28/10), que o foco do programa econômico do próximo governo será o controle dos gastos públicos, com destaque para a Previdência, para os gastos com juros e com a máquina pública.

"O programa econômico tem um diagnóstico claro. O Brasil teve 30 anos de expansão de gastos públicos, descontrolados", disse Guedes, ao chegar o hotel Windsor Barra, após deixar caminhando a casa de Bolsonaro, na zona oeste do Rio. "Primeiro grande item (dos gastos públicos) é a Previdência. Precisamos de uma reforma da Previdência", disse o economista.

Para atacar o segundo grande item dos gastos públicos, a despesa com juros, a estratégia é "acelerar as privatizações". Já para atacar o terceiro maior item dos gastos públicos, os gastos com a máquina pública, a estratégia é fazer uma reforma do Estado.

"Além disso vamos simplificar e reduzir impostos, vamos eliminar encargos e impostos trabalhistas sobre a folha de pagamentos, para gerar em dois três anos 10 milhões de empregos novos. Vamos regulamentar corretamente, fazer os marcos regulatórios para investimentos na área de infraestrutura", afirmou Guedes.

Questionado se é possível zerar o déficit fiscal em um ano, como já declarou, Guedes disse: "Vamos tentar (zerar o déficit fiscal). Claro que é factível".

Segundo afirma o economista, o programa econômico será anunciado em blocos temáticos. "Não tem uma medida, não tem congelamento de preços, congelamento de ativos", afirmou Guedes. "Vamos anunciar blocos de medidas. Tem uma abertura gradual da economia, tem um ataque do déficit fiscal", completou.

O assessor econômico defendeu ainda a alternância de poder no governo federal. "Somos uma democracia estabilizada. Estamos aperfeiçoando nossas instituições", disse Guedes.