Economia

Indústria se recupera, mas de maneira lenta e desigual


Greve dos caminhoneiros deve comprometer ainda mais o desempenho de maio, segundo economistas da ACSP


  Por Instituto Gastão Vidigal 05 de Junho de 2018 às 18:33

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Em abril, a atividade industrial cresceu 8,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, superando as expectativas dos analistas de mercado. Esse resultado, porém, foi fortemente influenciado pela existência de três dias úteis a mais em relação a abril de 2017.

Apesar disso, o setor continua dando sinais de recuperação, ao mostrar aumento de 4,5% nos primeiros quatro meses do ano e de 3,9% no acumulado em 12 meses.

Para a equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o desempenho da indústria em abril surpreendeu favoravelmente, mas a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida no fim de maio, provavelmente gerará recuo da atividade.

De qualquer forma, na perspectiva para o ano, a recuperação do setor seguirá em marcha, embora de forma ainda lenta e desigual entre os diversos segmentos.

Na comparação com abril de 2017, todas as categorias econômicas apresentaram expansão. No caso dos bens duráveis, os destaques ficaram para veículos, cuja produção foi impulsionada pelas exportações, e para os artigos de informática e eletroeletrônicos, devido ao “efeito Copa do Mundo”.

Para os bens de capital, as maiores contribuições estiveram associadas aos equipamentos destinados ao transporte e construção, enquanto nos bens intermediários, o motor foi o setor de autopeças.

Finalmente, na categoria de semiduráveis, os resultados mais positivos se concentraram na produção de alimentos e confecções.

 

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