Brasil

ACSP: novas restrições penalizam o comércio


A Associação Comercial de São Paulo informa que cumprirá com seu papel de orientar os comerciantes sobre as medidas impostas pelo governo paulista, mas lamenta decisão da gestão Doria


  Por Redação DC 30 de Novembro de 2020 às 17:58

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) lamentou a decisão do governo do estado de ampliar as medidas de restrição, o que afeta comércio e serviços que poderão atuar por um período menor e receber menos clientes.

A entidade diz em nota que, mesmo contrária, irá acatar a decisão do governo do estado e, assim, “cumprir com seu papel de orientar os comerciantes em relação a essas novas restrições impostas pelo Poder Público”.

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A entidade, no entanto, lamenta as decisões tomadas por entender que:

1)    Os comerciantes não podem ser mais uma vez penalizados, já que estão cumprindo todas as normas de segurança recomendadas pela Organização Social de Saúde (OMS) como o uso de máscaras obrigatórias para clientes e lojistas, medição de temperatura na entrada dos estabelecimentos comerciais e utilização de álcool gel para descontaminação.

2)    Os varejistas estão orientando o público frequentemente a manterem o distanciamento social antes, durante e depois das compras.

3)    Horários e capacidades restritivas do comércio podem aumentar as aglomerações do lado de fora das lojas, na medida em que as pessoas, inevitavelmente, sairão de suas casas para fazer suas compras de fim de ano, aumentando o risco de contágio da covid-19. Lembramos que, do lado de fora das lojas, os comerciantes não têm autonomia para controlar o uso da máscara, o distanciamento social e a utilização do álcool gel como forma de prevenção.

4)    Não há nenhum dado oficial que comprove a existência de números relevantes de contágio da covid-19 no varejo entre pessoas.

A ACSP afirmou ainda que “entendeu como aceitáveis as medidas tomadas pelo governo do estado junto ao comércio, no começo da pandemia, já que a doença era desconhecida, a Saúde precisava se preparar para receber os pacientes e o varejo se inteirar sobre as formas de minimizar o risco de contágio da doença”.

A entidade lembra ainda que, após entender as medidas de segurança, “os comerciantes investiram recursos para a aquisição de materiais de proteção e de prevenção contra a covid-19”.

Agora, porém, ACSP acredita que este tipo de atitude não se justifica “já que o varejo não está entre os lugares onde há mais contaminação da doença”. A entidade também entende que esse tipo de medida pode causar mais fechamento de lojas, porque o comerciante ainda se recupera do primeiro impacto da pandemia.

 

IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil







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