Varejo paulista tem saldo positivo de vendas após 30 meses de queda

No primeiro semestre de 2017, houve ligeiro crescimento de 0,3% ante o mesmo período do ano passado, de acordo com o estudo AC Varejo

Redação DC
28/Ago/2017
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Varejo paulista tem saldo positivo de vendas após 30 meses de queda

Em junho, pela primeira vez em mais de 30 meses, o varejo do Estado de São Paulo registrou saldo positivo, com leve aumento de 0,8% no volume de vendas na comparação com junho de 2016.

O cálculo é da pesquisa ACVarejo, que começou a ser elaborada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Desde essa época, em todos os meses, o comércio paulista caiu na comparação anual, ou seja, frente ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro semestre de 2017, houve ligeiro crescimento de 0,3% em relação aos primeiros seis meses de 2016.

“As quedas vinham diminuindo mês a mês e o varejo paulista chegou à estabilidade, confirmando a recuperação do setor. A direção está apontada para crescimentos mais vigorosos no último quadrimestre do ano, com a continuidade da queda dos juros, a diminuição do desemprego e a recomposição do poder aquisitivo das famílias”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele aponta quatro principais fatores para o comércio ter saído do vermelho:   

  • Recomposição da renda, em decorrência da redução da inflação;
  • Queda dos juros, proporcionando prazos de financiamento mais extensos;
  • Aplicação do FGTS inativo no comércio;
  • Menor base de comparação de 2016.

Os dados são do varejo ampliado, que inclui concessionárias de veículos e lojas de material de construção, além das seguintes atividades: autopeças e acessórios; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos; lojas de móveis e decorações; lojas de vestuários, tecidos e calçados; outros tipos de comércio varejista; supermercados. 

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Na comparação com junho do ano passado, quatro das nove atividades analisadas apresentaram crescimento. O maior ficou com o setor de lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (21,9%), seguido por móveis e decorações (10,2%), concessionárias de veículos (7,7%) e autopeças e acessórios (6,7%).

Por outro lado, registraram taxas negativas lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6,9%), outros tipos de comércio varejista (-6,5%), lojas de material de construção (-3,1%), supermercados (-0,7%) e farmácias e perfumarias (-0,4%).

REGIÕES

Em junho, em 10 das 16 regiões avaliadas pela pesquisa ACVarejo o comércio teve saldo positivo sobre o mesmo mês de 2016, com destaque para Jundiaí (8,3%), Campinas (5,7%) e Araçatuba (4,6%). Já no primeiro semestre, as maiores altas foram em Jundiaí (6,9%), Sorocaba/ Vale do Paranapanema (4,3%) e Ribeirão Preto/Baixa Mogiana/Franca (3,7%).

A pesquisa ACVarejo é elaborada pelo Instituto de Economia da ACSP com base em informações oficiais da Secretaria de Fazenda do Estado.

CLIQUE AQUI PARA LER O ESTUDO NA ÍNTEGRA

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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