Startup Ozllo ajuda varejistas a se destacarem em grandes marketplaces

Focada principalmente no pequeno varejo de moda e beleza, a Ozllo centraliza a gestão dos lojistas dentro dessas plataformas

Karina Lignelli
05/Jan/2022
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Startup Ozllo ajuda varejistas a se destacarem em grandes marketplaces

Das 150 mil novas lojas virtuais que abriram na pandemia, segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), 80% optaram por vender em plataformas de marketplaces que, por sua vez, responderam por 80% de todas as vendas do e-commerce no Brasil em 2021, segundo dados da Ebit Nielsen. 

Ampliar a presença dos pequenos negócios de moda e beleza no e-commerce via grandes marketplaces, como Amazon, C&A, Dafiti, Magalu, Americanas e Mercado Livre, entre outros, é a proposta da startup Ozllo, cujo foco principal é aumentar a visibilidade e potencializar a performance do pequeno varejo nessas plataformas.  

Nascida originalmente como marketplace de moda, em 2018, a Ozllo mudou a rota em 2020 a pedido dos pequenos varejistas, em geral lojas de nicho, que precisavam continuar a vender as coleções passadas em um momento para lá de desafiador. E sem descaracterizar as coleções atuais, explica a co-fundadora Vitória Alonso.

"Quando o cliente olhava o portfólio dentro da plataforma, via 20% do que tinha para vender, ninguém estava olhando para os outros 80%. Então os lojistas pediram uma ajuda para ampliar a força de vendas." 

Assim, o projeto "Ozllo360", que funciona como uma espécie de "marketplace dentro de um marketplace", passou a conectar lojistas com as grandes plataformas centralizando a gestão dos pequenos negócios, que inclui estratégias de marketing, conciliação financeira e até construção de reputação no ambiente on-line. 

Por estruturar a plataforma de forma a negociar taxas não só por lojista, mas por centenas de lojas e milhares de SKUs, a Ozllo garante conseguir valores mais atrativos, que variam de R$ 199 a R$ 1 mil - o que, por si só, representa uma grande economia em comparação ao custo de contratação de pessoas para executarem essas tarefas por fora. 

Em resumo, a ideia é fazer esses sellers se posicionarem de forma mais robusta e se destacarem no universo de lojas virtuais espalhadas pelas grandes plataformas, por meio de comissões pré-negociadas, otimização de catálogos de produtos, campanhas promocionais e fornecimento de SAC, entre outros, explica Vitória.

"Esse lojista não precisa se preocupar com nada além de manter o estoque atualizado, enviar a encomenda e receber o dinheiro", afirma a co-fundadora, que tem experiência como executiva em gigantes do digital como B2W e Accenture. "Portanto, mais do que intermediar, queremos gerar valor para essa cadeia."


 
 
DETALHE DA PLATAFORMA 360: MARKETPLACE DENTRO DO MARKETPLACE 

Hoje, a Ozllo atende clientes de 19 estados do Brasil, tem crescido em média 40% por mês, levando em conta o volume transacionado dentro dos marketplaces, e projeção de ter encerrado 2021 com 100 clientes. 

A HORA E A VEZ DAS PLATAFORMAS?

Atualmente, há plataformas no mercado que atuam como "hub de integração", a exemplo da Olist, Conecta Lá, Synapcom e Plugg.to, ao distribuir produtos nos maiores marketplaces a partir de plataformas de e-commerce, PDVs (pontos de venda) e ERPs (sistema de gestão integrada, na sigla em inglês), segundo Pedro Guasti, head de expansão internacional da Nubimetrics e fundador da consultoria Ebit. 

Já a Ozllo não apenas simplifica a entrada dos lojistas virtuais nos grandes marketplaces, como também procura agregar valor para os sellers que já estão dentro desses canais. Ao funcionar como 'loja oficial' dentro dos marketplaces, seus clientes entram nessas plataformas com mais visibilidade e maiores chances de conversão.

Agora, ao ganhar foco em verticais do tipo moda e acessórios, que representam 30% do varejo eletrônico no Brasil, como faz a Ozllo, já de olho na recuperação ensaiada por um setor prejudicado nos períodos de medidas restritivas, a vantagem de adotar o modelo é potencializar as vendas dos sellers por meio de processos automatizados, explica. 

Além da profissionalização embarcada no processo e a redução de custos em marketing digital, o especialista destaca ainda a melhora da experiência do consumidor, da navegação até o pós-venda, como pontos positivos. 

LEIA MAIS:  Marketplace liga confecções e lojistas com foco no atacado

Mas preste atenção ao aderir aos serviços dessas plataformas, pois é importante avaliar o custo da comissão cobrada por empresas de integração, e às vezes até a pouca experiência e o desconhecimento do consumidor sobre as lojas virtuais envolvidas, que não permitem construir uma reputação on-line, alerta Guasti. 

Mesmo assim, ele reforça a relevância do modelo citando pesquisa da Opinion Box em parceria com a Americanas Advertising, que descobriu que 43% dos consumidores pesquisaram ofertas no último Natal em lojas ou apps de marketplaces. Outros 49% afirmaram que devem continuar a comprar nessas plataformas. 

Isso, em sua avaliação, se deve à reputação das marcas, somada à variedade de produtos disponíveis, além dos investimentos para gerar experiências de compra cada vez mais integradas e personalizadas. 

Para Guasti, essa relevância deve crescer ainda mais, possibilitando a verticalização de modelos especializados em outras categorias, como perfumaria e cosméticos, petshops ou casa e decoração, entre outros.

"Considerando que na pandemia o confinamento ocasionou a explosão de vendas de produtos para o lar veremos, a partir de agora, o aumento expressivo de categorias que tiveram as vendas represadas, como roupas e acessórios, gastronomia, viagens e espetáculos" sinaliza. 

IMAGEM: Rawpixel/Freepik                    *Atualizada em 05/01/2021, às 19h25

 

 

 

 

 

 

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