São Paulo firma acordo com governo sueco para pesquisas que ampliem a oferta e a infraestrutura de b

São Paulo, 22 de janeiro de 2026 – O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de MeioAmbiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), firmou, nesta quinta-feira (22), parceriainternacional com o Swedfund International AB, instituição financeira de desenvolvimento dogoverno da Suécia. O objetivo é realizar estudos técnicos para dimensionar investimentosnecessários à implantação de novos gasodutos de biometano, além de avaliar o potencial derecuperação do digestato subproduto rico em nutrientes gerado na digestão anaeróbica e propormodelos de negócio para a produção e comercialização de biofertilizantes orgânicos em plantasde biometano no estado.
O potencial de geração de valor na cadeia de biometano em São Paulo resultou na parceriainternacional, que prevê o suporte financeiro de aproximadamente R$ 5 milhões custeadosintegralmente pelo governo sueco para serviços de consultoria de especialistas nas áreas deenergia, infraestrutura e biometano.
A colaboração entre o Estado de São Paulo e o Swedfund tem relevância principalmente em razãodo elevado potencial de produção de biometano em território paulista, importante instrumento paraa redução de gases de efeito estufa, podendo impulsionar a geração de emprego e renda. O projetotambém está alinhado ao Plano de Ação Climática 2050 (PAC 2050) e ao Plano Estadual de Energia2050 (PEE 2050), ambos com metas de descarbonização, disse a secretária da Semil, NatáliaResende.
O Swedfund financia estudos e realiza investimentos sustentáveis em países em desenvolvimento nasáreas de energia, clima e saúde. Em parcerias passadas com o governo paulista, o objeto foi odesenvolvimento de dois estudos de caso para produção de biometano a partir de resíduos deestação de tratamento de esgoto e de aterro sanitário para uso em transporte coletivo depassageiros, em substituição ao óleo diesel.
Em parceria com o estado de São Paulo, buscamos promover o uso eficiente e sustentável do biogás,contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável e para a transição rumo a tecnologiaslimpas e renováveis no transporte paulista, afirmou Maria Håkansson, CEO do Swedfund.
Ainda de acordo com Maria Håkansson, essa iniciativa dá continuidade à colaboração inicial, queresultou em estudos de caso demonstrando a viabilidade da produção eficiente e sustentável debiogás a partir de resíduos de estações de tratamento de esgoto e aterros sanitários. Juntos,esses esforços apoiarão o desenvolvimento de políticas públicas e fornecerão uma ferramenta deplanejamento estratégico para os agentes de mercado, possibilitando a expansão das redes de gáspara acomodar volumes crescentes de gás renovável no futuro, afirmou a CEO do Swedfund.
Políticas estaduais impulsionam a expansão da infraestrutura de biometano em São Paulo
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) publicou, em dezembro de 2025,norma que viabilizará a interconexão de plantas de biometano à rede de gás canalizado sem causarimpacto aos demais usuários. Por meio da TUSD-Verde (Tarifa de Uso do Sistema deDistribuição-Verde), os investimentos e custos operacionais da interconexão serão remuneradosexclusivamente pelos fornecedores de biometano.
A regulação implementa as políticas públicas aplicáveis aos serviços regulados, com destaquepara a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), que tem entre seus objetivos aumentar aparticipação das fontes renováveis de energia na matriz energética do Estado de São Paulo ereduzir a emissão de gases de efeito estufa, e para o Plano Estadual de Energia (PEE), queapresenta o biometano como uma das principais estratégias para esses objetivos.
A TUSD-Verde irá incentivar o desenvolvimento dos serviços locais de gás canalizado,estabelecendo normas para promover a ampliação do biometano com competitividade e eficiência, aomesmo tempo em que garante a modicidade tarifária.
Estudo mostra potencialidades de produção de biometano em SP
Um estudo contratado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), com apoiotécnico e institucional da SEMIL, mostrou as potencialidades de biogás e biometano em São Paulo.A pesquisa concluiu que o potencial de produção de biometano no estado é de 6,4 milhões demetros cúbicos por dia (m/d), podendo gerar até 20 mil empregos diretos, indiretos e induzidos,impulsionando uma nova cadeia industrial de equipamentos e serviços.
Entre os ganhos adicionais, destaca-se a substituição parcial de combustíveis no transporte, compotencial de redução de até 16% nas emissões de carbono em comparação ao óleo diesel. Segundoo estudo da FIESP, mais de 80% do potencial produtivo paulista está concentrado no setorsucroenergético, que aproveita resíduos da produção de açúcar e etanol como vinhaça, tortade filtro, bagaço e palha para a geração de biogás e biometano.
Em São Paulo, o biometano já é utilizado como insumo na produção de fertilizantes, fonte deenergia em processos industriais e combustível para frotas de transporte de cargas e passageiros.
As informações são da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SãoPaulo.
Cynara Escobar – [email protected] (Safras News)
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