Previsão para PIB piora; inflação está em queda

O mercado prevê crescimento de 0,50% no próximo ano, abaixo de 0,58% projetado uma semana atrás. Há um mês, a expectativa era de 0,98%

Estadão Conteúdo
26/Dez/2016
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Previsão para PIB piora; inflação está em queda

O Relatório de Mercado Focus desta semana indicou leve piora nas projeções de atividade para 2016 e para 2017.

Pelo documento divulgado nesta segunda-feira 26/12, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 seguiu passou de uma retração de 3,48% para uma queda de 3,49%.

Há um mês, a perspectiva era de recuo também de 3,49%.

Há duas semanas, o Banco Central informou que seu índice de atividade (IBC-Br) recuou 0,48% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal.

Em relação ao mesmo mês de 2015, o indicador desabou 5,28%, na série sem ajuste. O resultado reforçou a expectativa de que a economia volte a crescer apenas em 2017.

Em comunicações recentes, o próprio BC citou uma atividade econômica aquém do esperado.

Para 2017, o Focus mostra que a percepção piorou. O mercado prevê para o País um crescimento de 0,50% no próximo ano, abaixo do 0,58% projetado uma semana atrás. Há um mês, a expectativa era de 0,98%.

Em suas projeções, o Ministério da Fazenda trabalha com a estimativa de crescimento de 1,00% para o próximo ano.

As projeções para a produção industrial também indicam um cenário difícil, mas as estimativas melhoraram um pouco.

A queda prevista para este ano passou de 6,72% para retração de 6,68%. Para 2017, a projeção de alta da produção industrial passou de 0,75% para 0,88%. Mesmo assim, há um mês, as expectativas para a produção industrial estavam em recuo de 6,23% para 2016 e alta de 1,21% para 2017.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano permaneceu em 45,20% no Focus. Há um mês, estava em 45,40%.

Para 2017, as expectativas no boletim Focus foram de 50,75% para 50,74%, ante projeção apontada um mês atrás de 50,79%.

INFLAÇÃO

Já  a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2016 passou de 6,49% para 6,40%. Há um mês, estava em 6,72%.

A estimativa para o índice para 2017 também caiu: de 4,90% para 4,85%. Há quatro semanas, apontava 4,93%.

Na prática, os economistas projetam uma inflação para 2016 dentro da margem perseguida pelo Banco Central.

 O centro da meta de inflação é de 4,5%, mas a margem de tolerância é de 2 pontos porcentuais (IPCA até 6,5%). Para 2017, o centro da meta também é de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual (até 6,0%).

Esta perspectiva de inflação dentro da margem ainda em 2016 foi reforçada pelo IPCA-15 de dezembro, que indicou inflação de 0,19% - a menor taxa para o mês desde dezembro de 1998.

Além disso, o Banco Central atualizou, no RTI, suas projeções para a inflação e passou a estimar índice de 6,5% em 2016 - portanto, no teto da meta. Para 2017, o BC projeta inflação de 4,4% em seu cenário de referência.

SELIC
Os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros ao fim de 2017.

A mediana das previsões para a Selic no final do próximo ano seguiu em 10,50% ao ano. Há um mês, estava em 10,75%.

No relatório Focus desta segunda, a Selic média de 2017 passou de 11,63% ao ano para 11,53%. Há um mês, a mediana da taxa média projetada para o próximo ano era de 11,69%.

Em relação à cotação da moeda americana estará em R$ 3,37 no encerramento de 2016, ante R$ 3,38 de uma semana antes. Há um mês, estava em R$ 3,35. O câmbio médio de 2016 permaneceu em R$ 3,46, ante R$ 3,45 de um mês antes.

Para o fim de 2017, a mediana para o câmbio passou de R$ 3,49 para R$ 3,50 de uma divulgação para a outra, ante R$ 3,40 de um mês antes. Já o câmbio médio de 2017 permaneceu em R$ 3,42 - estava em R$ 3,40 um mês atrás.

FOTO: Thinkstock

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Fev
Mar
Abr
IGP-M
1,1612
1,1477
1,1466
IGP-DI
1,1535
1,1557
1,1353
IPCA
1,1054
1,1130
1,1213
IPC-Fipe
1,1033
1,1096
1,1226