Povo sendo esbulhado

Criou-se no país uma fantástica rede de intrigas e mentiras utilizando-se do desejo de vingança, do ódio, da falta de verbas públicas para alimentar a corrupção generalizada entre os poderes

Paulo Saab
15/Abr/2021
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O povo brasileiro está sendo vítima de um esbulho.

A vida institucional democrática brasileira está sendo vítima de estrupo continuado. Crime continuado, previsto no Código Penal brasileiro.

A maioria da população brasileira – e maioria expressiva - na eleição de 2018 elegeu Jair Bolsonaro presidente da República. Isto significou tirar a esquerda do poder e colocar no comando do Executivo Federal um homem de ideias contrárias ao socialismo até então vigente por três mandatos do lulopetismo.

As forças derrotadas, indiferentes ao que decidiu o povo brasileiro, por sua maioria de eleitores, decidiram se unir e promover a derrocada de quem os derrotou, utilizando-se de chicanas, falácias, mentiras e sabotagem ostensiva para voltar ao poder.

A este se uniram os veículos de comunicação, antes chamados de grande imprensa, pelo fato de que este governo, eleito para corrigir e sanear o país, cortou as vultosas verbas de propaganda que o governo de esquerda generosamente destinava aos jornais, revistas, televisões, rádios e mídias sociais “amigas”.

Criou-se no país uma fantástica rede de intrigas e mentiras utilizando-se do desejo de vingança, do ódio, da falta de verbas públicas para alimentar a corrupção generalizada entre os poderes e, também aproveitando-se do excesso verbal do presidente e, criminosamente, manipulando a pandemia. Não para combate-la, mas para, prejudicando a população, desgastar o presidente, alvo único e declarado dessa conspiração abjeta feita a céu aberto a partir do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional, de governadores desejosos de mais poder e dinheiro e da mídia à mingua pela decadência do meio.

O povo brasileiro, a cada dia, é bombardeado com medidas jurídicas, projetos de lei, propostas de investigação, distorção de fatos, manipulação de situações, discursos falsos, as chamadas fake news, orquestradas e dirigidas, repita-se, para um único fim: criar condições para o grupo que antes submetia o país à sua sanha de dominação e corrupção, voltar a comandar os destinos e os cofres do Brasil.

Vivemos a era do cinismo.

O cinismo com que ministros do STF proferem decisões e intervenções inconstitucionais na vida nacional é gritante. O cinismo com que governadores, prefeitos, que não se conformam em terem perdido nas urnas as benesses do poder eterno, agem é uma ofensa à população. O cinismo com que a mídia viúva das milionárias verbas públicas, distorce informações, gera editoriais e promove falsos fatos negativos, é um ato de covardia diária contra os verdadeiros interesses nacionais.

Tudo isto em meio à uma pandemia que virou poder de fogo para a conspiração (sem teoria) de busca de derrubada do governo eleito legitimamente e que representa os interesses da maioria dos brasileiros.

Não está em julgamento a grau de cavalheirismo do presidente. Está em pauta simplesmente revogar o que as urnas decidiram e devolver aos corruptos, aos apátridas seduzidos pelo exogenia, o poder de manipular a seu bel prazer os destinos de mais de 200 milhões de brasileiros, e, principalmente, tomar de assalto novamente o dinheiro público arrecadado no suor dos que efetivamente produzem e trabalham.

O povo brasileiro está sendo vítima de um esbulho a céu aberto.

A mentira, a falsidade, a distorção, predominam, escondendo a verdade e amplificando fatos e versões que servem para buscar criar uma falsa imagem de desgoverno perante a massa.

O governo eleito pelo povo é perfeito? Claro que não. Tem problemas? Claro que sim. Pode melhorar? Pode e deve. Mas a covardia com que é atacado sem argumentos e propostas, mas com fúria de inimigo a ser abatido, mesmo à custa do sacrifício do povo brasileiro, está escrevendo uma das páginas mais torpes e nojentas da história do país.

O presidente jurou defender a Constituição que os que deveriam preserva-la e cumpri-la estão violentando diariamente.

É obrigação do presidente defender o que o povo lhe concedeu livremente. É obrigação do presidente fazer a ordem constitucional voltar a ser observada.

A desfaçatez precisa terminar. Maus brasileiros, pensando em seus próprios interesses, pisoteiam diuturnamente na bandeira e na Constituição do Brasil.

Quo usque tandem abutere patientia nostra?

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

 

 

 

 

 

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