PIB cresce 0,8% no 1º trimestre, informa IBGE

Após o bom desempenho nos primeiros três meses do ano, a expectativa do Ministério da Fazenda para o próximo trimestre é de desaceleração pelos efeitos da calamidade no Rio Grande do Sul

Estadão Conteúdo
04/Jun/2024
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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 0,8% no primeiro trimestre de 2024 ante o quarto trimestre de 2023, informou nesta terça-feira, 4/6, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre de 2023, o PIB apresentou alta de 2,5%. Ainda de acordo com o instituto, o PIB do primeiro trimestre de 2024 totalizou R$ 2,7 trilhões.

O avanço de 0,8% no PIB fez a atividade econômica subir a patamar recorde dentro da série histórica iniciada em 1996 pelo IBGE. Pelo lado da demanda, o desempenho foi impulsionado pelo consumo das famílias, que também alcançou novo ápice no primeiro trimestre de 2024. O consumo do governo, apesar da estabilidade ante o trimestre anterior, também operava no maior nível da série.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos do PIB) está 15,1% abaixo do pico alcançado no segundo trimestre de 2013.

Sob a ótica da oferta, o PIB de serviços subiu a novo ápice no primeiro trimestre deste ano. Já o PIB da Indústria está 7,2% abaixo do pico alcançado no terceiro trimestre de 2013, prejudicado pela indústria de transformação, que opera em patamar 17,8% aquém do pico alcançado no terceiro trimestre de 2008.

SERVIÇOS

A alta de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor de serviços no primeiro trimestre de 2024 ante o quarto trimestre de 2023 foi a mais acentuada desde o quarto trimestre de 2020, quando os serviços avançaram 3,1% na comparação com o trimestre anterior.

Outro destaque da divulgação dos números do PIB foi o crescimento da agropecuária na margem, uma alta de 11,3%, que foi a mais acentuada desde o primeiro trimestre de 2023.

Já a queda de 0,1% no PIB Industrial do primeiro trimestre do ano na comparação com os últimos três meses de 2023 foi a primeira taxa negativa para a indústria nacional desde o quarto trimestre de 2022.

Ainda nesse tipo de comparação, houve alta de 1,5% no Consumo das Famílias, a taxa mais acentuada desde o segundo trimestre de 2022, quando houve alta de 2%.

Também chamou atenção a alta de 6,5% nas importações no primeiro trimestre ante o período imediatamente anterior, a taxa mais elevada desde o primeiro trimestre de 2021, quando cresceram 12%.

DESACELERAÇÃO

Após a recuperação na margem do PIB observada no primeiro trimestre deste ano, a expectativa da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda é de desaceleração no ritmo de crescimento no próximo trimestre, repercutindo a calamidade no Rio Grande do Sul.

"A agropecuária e a indústria de transformação devem ser atividades especialmente afetadas", estimou a Secretaria, ponderando que são setores proporcionalmente mais importantes no PIB do Estado que no nacional.

Em nota divulgada nesta terça-feira, a SPE destacou que, no setor de serviços, atividades como transportes e outras atividades da área também devem ser impactadas pela calamidade, repercutindo a piora da mobilidade e as restrições no provimento de serviços pessoais, de alimentação e de alojamentos.

Para a Secretaria, medidas de auxílio fiscal e de crédito devem auxiliar a mitigar os impactos negativos do episódio, mas seus efeitos devem se diluir ao longo deste e dos próximos trimestres. "Dessa maneira, mesmo com o resultado positivo e similar ao projetado pela SPE no primeiro trimestre de 2024, restam incertezas a respeito da estimativa de crescimento para 2024", escreveram os técnicos do órgão.

A Secretaria enfatizou também que o PIB do primeiro trimestre seguiu em trajetória de aceleração na comparação interanual. "A aceleração repercutiu o melhor desempenho de atividades cíclicas pela ótica da oferta, como o da indústria de transformação, do comércio e de outras atividades de serviços; e o maior ritmo de expansão da absorção doméstica pela ótica da demanda, com destaque para o avanço do consumo das famílias e do investimento", trouxe o comunicado.

Para os técnicos da Fazenda, o avanço da massa de rendimento e das concessões de crédito auxiliam a explicar a trajetória de maior crescimento nos primeiros três meses do ano, devendo seguir como vetores propulsores da atividade ao longo de 2024.

A SPE também destacou o comportamento da atividade brasileira de janeiro a março em termos internacionais. Dentre os países do grupo das 20 maiores economias do globo (G-20) que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre, o Brasil ocupou a 5ª colocação quando a comparação é em relação aos dados na margem. Já na leitura interanual, o País ficou com a 8ª posição e, no resultado acumulado em quatro trimestres, na 7ª.

 

IMAGEM: Freepik

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