Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 2,47%

Na semana passada, estimativa pra o indicador era de 2,12% em 2020. Apesar da alta, a previsão ainda está abaixo da meta de 4% perseguida pelo BC, de acordo com o Relatório Focus

Redação DC
13/Out/2020
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Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 2,47%

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão da inflação oficial (IPCA) em 2020. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, publicado pelo Banco Central nesta terça-feira (13/10), a projeção para o indicador neste ano aumentou de alta de 2,12% para 2,47%.

Há um mês, estava em 1,94%. A projeção para 2021 foi de 3,00% para 3,02%. Quatro semanas atrás, estava em 3,01%. O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que segue em 3,50%.

Os economistas do mercado financeiro também alteraram a previsão para o IPCA em outubro de 2020, de alta de 0,40% para avanço de 0,45%. Um mês antes, o porcentual projetado indicava alta de 0,33% 

No Focus desta terça-feira, a inflação projetada para os próximos 12 meses foi de alta de 3,24% para 3,29% de uma semana para outra. Há um mês, estava em 3,14%.  

Apesar da alta, o cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central, que é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

PIB 

A projeções do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 também foi ligeiramente alterada. Conforme o Relatório Focus, a expectativa da retração da economia este ano passou de 5,02% para 5,03%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,11%.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. 

SELIC

Para a taxa de juros Selic, as projeções para o fim de 2020 foram mantidas. Segundo o Relatório Focus, a mediana das previsões para a taxa básica segue em 2,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2021 seguiu em 2,50% ao ano, igual a quatro semanas atrás. 

Em setembro, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que "a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado", mas "devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno".

Em função disso, conforme o BC, "eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva".

CÂMBIO 

A alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2020, de acordo com o Relatório Focus, aumentou as expectativas de R$ 5,25 para R$ 5,30, ante R$ 5,25% de um mês atrás. Para 2021, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio passou de R$ 5,00 para R$ 5,10, ante R$ 5,00 de quatro pesquisas atrás.

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil              *Com informações do Estadão Conteúdo

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
--
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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