Inadimplência das empresas cresce 4,1% em setembro

Volume médio de dívidas é de R$ 5,5 mil, de acordo com a CNDL. 44% das empresas negativadas atuam no comércio e a região Sul puxa alta de atrasos, com avanço de 6,37%

Redação DC
24/Out/2019
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 Inadimplência das empresas cresce 4,1% em setembro

O volume de empresas negativadas continua crescendo, embora a taxas menores em relação ao período mais crítico da crise econômica.

De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Jurídicas, calculado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a alta foi de 4,14% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar do aumento da inadimplência, os dados mostram que houve um pequeno recuo na quantidade de dívidas em atraso no nome de pessoas jurídicas: 0,38%.

Considerando os resultados por região, todas apresentaram crescimento no número de empresas inseridas no cadastro de negativados. Destaque para o Sul, que puxou a alta de contas em atraso no último mês, com avanço de 6,37% na comparação com igual período de 2018. Logo em seguida aparecem o Sudeste, com aumento de 5,56%, e o Norte, com 2,08%. O Centro-Oeste teve o menor avanço, com 0,73%.

Quanto ao número de dívidas, o indicador aponta que nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste foram registrados recuos de 2,55%, 2,66% e 3,94%, respectivamente. Por outro lado, Sul e Sudeste apresentaram crescimento: no Sul houve avanço de 0,98% e no Sudeste alta de 1,02%.

Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, o cenário econômico adverso continua afetando a capacidade de pagamento das empresas, o que dificulta muitas delas a manter os compromissos financeiros em dia. “O faturamento das empresas e a sua capacidade de honrar as contas acabam sendo impactados pela fraca atividade econômica do país, que ainda sofre com alto desemprego e a renda achatada”, explica.

EMPRESAS INADIMPLENTES

As empresas inadimplentes no país encerraram o último mês de setembro com uma dívida média de R$ 5.563,06. Pouco mais da metade (56%) possui pendências com valor superior a R$ 1.000,00, enquanto 44% têm abaixo dessa cifra. O valor médio atual é menor do que o observado no início da série, em 2010, quando correspondia a R$ 10.488,97 — descontando valor da inflação.

O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Quatro em cada dez (44%) empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece com a segunda maior participação, concentrando 41% do total de pessoas jurídicas negativadas.

Entre os setores devedores, quem lidera no crescimento do número de empresas negativadas também é o setor de serviços, com alta de 7,12% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já o comércio teve alta de 1,53%, enquanto a indústria apresentou aumento de 1,69%.

O principal credor das dívidas em nome de pessoas jurídicas é o setor de serviços, que inclui bancos e financeiras, com 70% do total de pendências.

O comércio detém 17% de participação, ao passo que a indústria representa 12%. “A crise impactou todos esses setores, principalmente indústria e serviços. Pelos dados do IBGE, nenhum voltou ainda aos patamares que antecedem a crise. Com o alto índice de desemprego, as vendas estão apenas começando a reagir”, ressalta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

METODOLOGIA

O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. 

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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