Estoques do comércio paulistano caem 3,2% em janeiro

Para a FecomercioSP, essa é uma volatilidade pontual, já que o indicador apresentou bom desempenho ao longo de 2019, retornando aos patamares pré-crise

Redação DC
21/Jan/2020
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O Índice de Estoques (IE) do comércio paulistano iniciou o ano com queda de 3,2% em janeiro, ao passar de 124,3 pontos em dezembro para os atuais 120,4 pontos, de acordo com levantamento da FecomercioSP.

Na comparação com o mesmo período de 2019, porém, houve alta de 4,7%. De acordo com a pesquisa, a proporção dos empresários que consideraram os estoques adequados apresentou alta em relação a janeiro do ano passado (4,8%). Mas na comparação com dezembro, também sofreu baixa de 3%.
 
Para a FecomercioSP, essa queda em janeiro expõe uma volatilidade pontual, uma vez que o indicador apresentou ótimo desempenho ao longo de 2019, retornando à média dos patamares pré-crise: cerca de 60% de adequação; 25% de inadequação acima; e 15% de inadequação abaixo do desejado. Por isso, ele deve ser observado pelo histórico das últimas altas.
 
O resultado de janeiro mostrou que talvez tenha havido excesso de reserva de mercadorias para o Natal, pois 6,2% dos comerciantes disseram que os estoques estão acima no ideal, o que indica que é o momento de realizar promoções.
 
Os dados também seguem apontando que as grandes empresas estão em vantagem na hora de ajustar seus estoques: entre as pequenas, 24,6% estão com estoques altos, enquanto nas grandes a proporção é bem menor – 11,1%. Quanto aos estoques baixos, a parcela é de 15,3% entre as pequenas e de 18,1% nas grandes.
 
O ideal é que os pequenos empresários estejam atentos aos canais de suprimento e distribuição e invistam na digitalização, para não ficar para trás. A dica é obter sistemas de gerenciamento de estoques automatizados e inteligentes que otimizem a gestão de produtos – inclusive, em versões mais atualizadas, os pedidos são gerados automaticamente.
 
FecomercioSP sugere ainda que os comerciantes aproveitem o início do ano para fazer um planejamento trimestral com estimativas de pedidos e vendas, acompanhem mês a mês e observem os ajustes que possam ser feitos em médio prazo, sempre atentos a dados e análises econômicas para adaptá-los à realidade do negócio.
 
METODOLOGIA

O IE é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde junho de 2011 com dados de cerca de 600 empresários do comércio no município de São Paulo. O indicador vai de 0 a 200 pontos, representando, respectivamente, inadequação total e adequação total. Em análise interna dos números do índice, é possível identificar a percepção dos pesquisados relacionada à inadequação de estoques: “acima” (quando há a sensação de excesso de mercadorias) e “abaixo” (em casos de os empresários avaliarem falta de itens disponíveis para suprir a demanda em curto prazo). A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas sua base amostral reflete o cenário da região metropolitana.

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
mais índices

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