Despontam no país as primeiras Empresas Simples de Crédito

Em pouco mais de um mês, já foram abertas 25 empresas nesta modalidade -quase a metade delas em São Paulo

Agência Sebrae
01/Jun/2019
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Despontam no país as primeiras Empresas Simples de Crédito

A lei que criou a ESC, sancionada no último dia 24 de abril, foi uma ação coordenada pela Frente Parlamentar Mista das MPEs, com o apoio do Sebrae, e deve injetar cerca de R$ 20 bilhões por ano nos pequenos negócios. As primeiras empresas totalizaram um capital de R$ 11,8 milhões e a expectativa é de que, até o final deste ano, 300 ESC já estejam em funcionamento em todo o país.

Das 25 Empresas Simples de Crédito abertas desde a promulgação da lei, 12 estão em São Paulo, onde também ocorreu a primeira operação de crédito.

Em seguida vem o Paraná e Minas Gerais, com três ESC por estado, o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul com duas, e o Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás - com uma cada.

O capital de cada ESC gira em torno de R$ 500 mil. “A meta é chegarmos a 1.000 empresas até 2021 e esperamos alcançar pelo menos 300 ainda este ano”, afirma Alexandre Guerra, analista da Unidade de Finanças do Sebrae.

As unidades do Sebrae em todo o país estão orientando tanto os empresários interessados em abrir uma ESC, como os micro e pequenos empreendedores em busca de crédito.

Segundo o analista Hugo Cardoso, os donos de pequenos negócios recebem três tipos de direcionamento: preparo para obter o empréstimo, gestão financeira e o acesso ao crédito.

“Nós explicamos como a pessoa deve conduzir o processo para o financiamento, além de mostrar como deverá gerir o negócio e avaliar se realmente existe a necessidade do crédito”, observa Hugo Cardoso. O trabalho vem sendo feito pelas unidades do Sebrae Nacional e dos estados junto com a Universidade Corporativa da instituição.

BRANCO, O PIONEIRO: DEMOCRATIZAR O CRÉDITO

O advogado tributarista Rubens Branco Silva foi a primeira pessoa a abrir uma Empresa Simples de Crédito em todo o estado do Rio de Janeiro, há três semanas, e tem sido procurado constantemente por micro e pequenos empreendedores em busca de empréstimo.

“A ESC realmente veio democratizar o crédito no país, pois os pequenos negócios não têm acesso a ele”, observa o advogado. “Se você tem dinheiro e pode aplicar, é mais negócio aplicar no empreendedorismo e garantir a geração de mais empregos”, ressalta Rubens.

Ele ainda não sabe qual a taxa de juros irá aplicar, mas acredita que vai acompanhar o que o mercado definir, que pode ser a metade do que é cobrado pelos bancos.

Conforme dados do Banco Central, os pequenos negócios receberam em 2018, R$ 208 milhões em concessão de crédito, menos 18% do total repassado para micro e pequenos empreendedores, que hoje representam 95% do total das empresas do país.

A tarifação das MPE é de quase 45% ao ano, enquanto a média praticada para todo o conjunto de corporações é de 20,9%.

Pesquisa realizada pelo Sebrae no ano passado mostrou que para 51% dos empresários do segmento, a redução dos juros seria a principal medida para melhor a tomada de crédito, o que deve ocorrer com a criação da ESC.

 

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
mais índices

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