Desemprego cresce nas micro e pequenas indústrias de SP

Levantamento do Simpi aponta que 69% dos pequenos negócios industriais preveem demissões nos próximos meses

Redação DC
25/Mai/2021
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Desemprego cresce nas micro e pequenas indústrias de SP

As micro e pequenas indústrias não registravam números de emprego tão ruins há quase dois anos, segundo levantamento realizado pelo Datafolha, a pedido do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi).

O setor, que a partir de julho de 2019 vinha reportando um aumento na abertura de vagas, segue demitindo mais do que contratando desde o início da pandemia.

O índice de contratações, que varia de 0 a 200, teve queda de 95 para 90 pontos entre março e abril, o pior resultado do ano. Registros abaixo de 100 pontos refletem perda de postos de trabalho, ou seja, mais demissões do que contratações.

Considerando o atual cenário de incertezas, com o alto custo de produção e queda no consumo, a expectativa é de aumento no desemprego nos próximos meses para 69% das micro e pequenas indústrias consultadas na pesquisa. Também o maior índice de pessimismo registrado nos últimos cinco anos.

Importante salientar que 42% das MPI’s de todo Brasil estão em São Paulo.

INSATISFAÇÃO COM OS NEGÓCIOS

O índice de satisfação das micro e pequenas indústrias no Estado de São Paulo mostra o pior resultado de 2021.

Em janeiro alcançou 126 pontos, indicando otimismo, voltou a cair nos meses seguintes, chegando a 88 pontos em abril, pior resultado dos últimos quatro anos.

QUEDA NAS VENDAS

Em relação ao resultado das vendas nas micro e pequenas indústrias, o montante registrado ficou abaixo do esperado para 68% dos entrevistados.

Para 25% está dentro do esperado e apenas 7% afirmaram que venderam acima do esperado.

ECONOMIA

Em uma avaliação geral da economia do país, de acordo com a pesquisa, 64% das micro e pequenas indústrias consultadas classificam como ruim ou péssima.

Para 28%, a situação é regular. E apenas 7% percebem como boa ou ótima.

Em relação ao futuro próximo, 47% dos entrevistados na pesquisa acreditam que a situação econômica do Brasil vai piorar. Para 29%, ficará como está. E outros 21% acham que vai melhorar.

EXPECTATIVAS PARA A INFLAÇÃO

A previsão é pessimista também com relação à expectativa de inflação.

Para 77% das micro e pequenas indústrias consultadas a inflação deve aumentar nos próximos meses. Este é o segundo pior resultado de acordo com a série histórica da pesquisa, iniciada em 2013.

Ainda de acordo com a pesquisa, para 18%, a inflação deve ficar como está. E 4% acreditam que vai diminuir.

Na avaliação do presidente do Simpi, Joseph Couri, os dados são extremamente preocupantes. “Estamos com um programa lento de vacinação em todo o país e um cenário incerto de elevação de custos e desemprego. As variantes disso são a perda de poder aquisitivo, queda no consumo e inflação elevada. A pesquisa mostra indicadores muito ruins, apontando para a necessidade urgente de medidas governamentais para manter vivas as empresas, os empregos e a atividade econômica”, afirma.

 

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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