Confiança do consumidor tem nova queda em janeiro, diz ACSP

O Índice Nacional de Confiança (INC) já havia registrado resultado negativo em dezembro. Ainda assim, o indicador permanece no campo positivo, aos 105 pontos

Redação DC
07/Fev/2024
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Confiança do consumidor tem nova queda em janeiro, diz ACSP

O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), caiu 3,7% em janeiro, recuando aos 105 pontos. Foi a segunda queda mensal consecutiva. Em dezembro do ano passado o índice havia recuado 1,8%, após uma sequência de seis altas.

Mesmo com a queda em janeiro, a confiança do consumidor permanece no campo otimista, acima dos 100 pontos. O INC varia de zero a 200 pontos, sendo que resultados abaixo de 100 denotam pessimismo.

A sondagem da ACSP, realizada com 1.699 famílias em todo o país, mostrou queda da confiança em quase todas as regiões, com exceção do Norte.

No recorte por classes socioeconômicas, também houve retração quase que generalizada, com exceção das famílias pertencentes às classes D/E.

Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, esclarece que a percepção entre os entrevistados em relação às finanças pessoais teve leve piora, que ainda não afetou significativamente a disposição para o consumo.

O INC mostra aumento na disposição dos consumidores em adquirir itens de maior valor, como carro, casa e bens duráveis, tais como geladeira e fogão. Também houve alta na disposição para realizar investimentos.

O que derrubou o índice foram as expectativas, especialmente com relação ao emprego.

Apesar das duas quedas mensais seguidas do INC, o economista da ACSP diz ainda não ser possível afirmar que a intenção de consumo tenha entrado em uma tendência de queda. Segundo ele, o recuo de 3,7% em janeiro “provavelmente reflete a desaceleração econômica em meio ao alto endividamento das famílias e taxas de juros ainda elevadas.”

Apesar da diminuição da confiança, ela permanece em território otimista. Em conjunto com aumentos de renda e emprego, isso pode continuar sustentando o crescimento do consumo ao longo do ano atual.

 

IMAGEM: Leonardo Rodrigues/DC