Com R$ 350 mi do BNDES, Rumo vai adquirir seis locomotivas híbridas e 160 vagões-tanque

São Paulo, 20 de janeiro de 2026 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)aprovou financiamento no valor de R$ 350 milhões, com recursos do Fundo Clima, para a Rumo adquirirseis locomotivas híbridas e pelo menos 160 vagões-tanque com o objetivo de expandir a logísticade cargas de biocombustíveis, com destaque para o etanol de milho, no Centro-Oeste. Com o projeto,o transporte terá capacidade ampliada em 928 mil m por ano (32% a mais em relação ao volume debiocombustíveis transportado em 2024 ).
As locomotivas híbridas são equipamentos ferroviários que combinam dois sistemas de traçãoprimários um motor a combustão interna (como diesel) e um motor elétrico alimentado por bateriasou geradores , permitindo diferentes modos de operação com maior eficiência energética. Nessearranjo, o motor de combustão pode atuar apenas em regimes ótimos para gerar eletricidade oufornecer tração direta, enquanto o sistema elétrico complementa a potência, reduz picos deconsumo e armazena energia recuperada por frenagem regenerativa, garantindo que ambos os sistemascontribuam ativamente para o deslocamento.
A adoção de tração híbrida representa a alternativa tecnológica mais viável dedescarbonização da matriz ferroviária no curto e médio prazo por ter menor custo deimplementação e de dependência de obras civis complexas, o que reforça o caráter inovador dainiciativa. Com a tecnologia híbrida e a substituição do modal de transporte rodoviário para oferroviário, o projeto estima a redução de 62,3 mil toneladas de CO2 por ano. O transporterodoviário é oito vezes mais emissor de CO2 por tonelada-quilômetro útil (TKU), afirma opresidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O transporte sobre trilhos, por essência, se destaca pela eficiência energética e baixa emissãode carbono, e buscamos sempre tecnologia para evoluir ainda mais. Investir no modal ferroviário écrucial para avançarmos na descarbonização da matriz de transportes brasileira no longo prazo,ajudando o país a consolidar sua liderança global em cadeias produtivas que requerem umalogística competitiva e sustentável, com vocação para transportar grandes volumes a longasdistâncias. Por isso, ampliar o investimento na ferrovia, com acesso competitivo a linhas definanciamento, como o Fundo Clima, é uma forma de reconhecer e valorizar os atributos desustentabilidade deste modal e sua contribuição estratégica para a economia nacional. Demos umpasso muito importante e certamente temos espaço para aumentar substancialmente a participação daferrovia na nossa matriz, destaca Natália Marcassa, vice-presidente da Rumo.
Fundo Clima Criado em 2009, o Fundo Clima está vinculado ao Ministério do Meio Ambiente eMudança do Clima (MMA) e é administrado pelo BNDES, que atua como gestor na aplicação dosrecursos reembolsáveis. Ele é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima ese constitui em um fundo de natureza contábil com a finalidade apoiar projetos ou estudos efinanciar empreendimentos, aquisições de máquinas e equipamentos e inovações tecnológicas quetenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas.
A empresa – A Rumo é a maior operadora privada de ferrovias de carga do país e oferece soluçõeslogísticas eficientes, seguras e de baixo carbono para suportar o crescimento do agronegóciobrasileiro. Cruza o Brasil de Norte a Sul, com mais de 13 mil quilômetros de ferrovias. A base deativos é formada por 1.200 locomotivas e 33 mil vagões. São mais de 8 mil colaboradores, 10terminais de transbordo e 6 terminais portuários. É a única empresa brasileira do setor delogística a compor o Indice Dow Jones de Sustentabilidade, além de compor a carteira do ISE B3, aprincipal referência no país em reconhecer companhias com as melhores
Cynara Escobar – [email protected] (Safras News)
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