Cia encerra terceiro trimestre da safra 25/26 com queda na produtividade e aposta em etanol para rec

Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2026 – Durante teleconferência de resultados financeiros, aSão Martinho informou que encerrou o terceiro trimestre da safra 2025/26 com moagem total de 21,7milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume inferior ao registrado na safra anterior e abaixoda expectativa da companhia. De acordo com a companhia, produtividade agrícola recuou 4% noperíodo, impactada principalmente por condições climáticas adversas, além de uma queda de 2,2%no ATR médio, com destaque negativo para a unidade Boa Vista. Segundo a empresa, essa combinaçãoreduziu a disponibilidade de produto e elevou o custo unitário, uma vez que cerca de 80% daestrutura de custos é fixa.
Mesmo com menor produção de cana, a companhia conseguiu compensar parte da perda com aoperação de etanol de milho, cuja produção avançou 3% em relação ao ano passado. Segundo acompanhia, a planta segue operando após o encerramento da safra de cana, com processamento estimadoentre 515 mil e 520 mil toneladas de milho até o fechamento de março, o que deve praticamenteneutralizar a queda no volume total de açúcar produzido.
No mix produtivo, a São Martinho intensificou a destinação para etanol a partir de setembro,diante da forte queda nos preços do açúcar. A estratégia resultou em estoques elevados de etanolno terceiro trimestre e em uma redução de quase 40% nas vendas do biocombustível na comparaçãotrimestral, movimento planejado para capturar melhores preços no último trimestre da safra.Segundo a companhia, a estratégia já apresenta resultados, com preços mais elevados sendoobservados em fevereiro.
Do lado financeiro, o desempenho operacional foi pressionado pelo menor volume vendido deetanol, levando à queda do EBIT no trimestre. Ainda assim, o lucro caixa permaneceu praticamenteestável na comparação trimestral, beneficiado por menores despesas financeiras. No acumulado dasafra, o açúcar apresentou margem de 19%, com preço médio de R$ 2.300 por tonelada e custo caixade R$ 1.887, enquanto o etanol de cana registrou margem de 5%, em recuperação frente ao primeirosemestre.
Por fim, para a próxima safra, a companhia demonstrou otimismo com a produtividade agrícola,apoiada em boas chuvas no verão, elevada reserva hídrica e qualidade satisfatória dos canaviais.A São Martinho também destacou estoques mais enxutos de etanol no setor, o que tende a sustentarpreços, e indicou que o mix mais alcooleiro deve continuar sendo economicamente mais atrativo noinício da safra 2026/27.
Sara Lane – [email protected] (Safras News)
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