Cia divulga justificativa da Trígono Capital sobre termos do acordo de fusão com a GPT

04/Mar/2026
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Cia divulga justificativa da Trígono Capital sobre termos do acordo de fusão com a GPT

São Paulo, 4 de março de 2026 – Na noite de ontem (3), a Kepler Weber divulgou correspondênciaque recebeu da Trígono Capital sobre as informações divulgadas pela companhia em fato relevanteno dia 2 de março, que menciona a gestora e seu CIO, Werner Roger. No documento, a gestora afirmaque foi esclarecido de forma inequívoca que a Trígono não pode assumir compromisso prévio quantoà orientação de voto em eventual Assembleia Geral Extraordinária, independentemente da naturezadas matérias a serem submetidas à deliberação.

A Trígono Capital é dona de 15,3% da GPT, que havia feito um acordo com de combinação dosnegócios com a Kepler Weber. Ontem (3), a prazo para as assinaturas da oferta expirou sem umacordo entre a Kepler Weber e a acionista da GPT, o que colocou fim à transação. A notícia foimal recebida pelo mercado e as ações da empresa de armazenagem derreteram na B3, com quedas quechegaram a 20% durante o pregão. Os papéis ON da Kepler Weber terminaram em forte baixa de 13,7%,a R$ 8,31 por ação.

A Trigono disse que, em 27 de fevereiro, às 18h33, encaminhou resposta à GPT, aos cuidados de seurepresentante, Eric Baroyan, em manifestação à correspondência recebida em 25 de fevereiro. Nareferida comunicação, foi esclarecido de forma inequívoca que a Trígono não pode assumircompromisso prévio quanto à orientação de voto em eventual Assembleia Geral Extraordinária,independentemente da natureza das matérias a serem submetidas à deliberação.

Tal posicionamento decorre dos deveres fiduciários da gestora perante os cotistas dos fundos sobsua administração, os quais impõem a análise técnica, individualizada e tempestiva dasmatérias que venham a compor a ordem do dia, para definição da orientação de voto mais adequadaaos interesses de cada veículo de investimento.

Diante de eventuais propostas de convocação de AGE, a Trígono reservou-se o direito de avaliaroportunamente o teor específico de cada matéria e deliberar, de forma segregada, a orientação devoto aplicável a cada um de seus fundos, nos estritos termos de suas políticas internas e de seusdeveres fiduciários.

Causa-nos, portanto, estranheza a comunicação da GPT à Kepler Weber – qualificada como PropostaFinal – no sentido de que aguardava manifestação da Trígono acerca de sua orientação de voto,uma vez que, desde 27 de fevereiro, a GPT já detinha plena ciência da posição formal da gestorasobre o tema. Adicionalmente, em 2 de março, às 18h20, a Trígono encaminhou nova correspondênciaà GPT, reiterando integralmente os termos da manifestação anterior e reforçando aimpossibilidade de assunção de compromisso prévio de voto em eventual AGE, qualquer que seja suanatureza. Nesse contexto, entendemos ser necessário dar conhecimento ao mercado desses aspectos,tendo em vista que a GPT vinculou a eficácia da denominada Proposta Final a condição cujo teorjá era de seu prévio e inequívoco conhecimento.

Cynara Escobar – [email protected] (Safras News)

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