|Análise| O que virá depois das eleições

Seja qual for o cenário pós-eleitoral, a capacidade de expansão da economia a longo prazo exigirá um amplo conjunto de reformas estruturais, afirma o Boletim de Conjuntura da ACSP

Instituto Gastão Vidigal
28/Set/2018
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|Análise| O que virá depois das eleições

No momento, o País aguarda o desenlace de uma das eleições presidenciais mais incertas e fragmentadas da história recente.

Em consequência da incerteza, do elevado desemprego, do crédito ainda caro, do fraco crescimento da renda e da baixa confiança de consumidores e empresários assistimos à lenta recuperação da atividade econômica.

Terminado o pleito, contudo, independentemente de quem sair vitorioso, essa grande incerteza se dissipará, devolvendo o horizonte de planejamento para famílias e empresas.

Se o resultado for considerado satisfatório pelo mercado, deveremos presenciar redução na taxa de câmbio, aliviando as pressões de custos sobre os preços finais, permitindo ao Banco Central manter a taxa de juros básica (SELIC) num baixo patamar por mais tempo. Nesse caso, o Brasil, inclusive, poderá melhorar sua classificação de risco soberano.

Além disso, a confiança dos empresários deverá aumentar, o que, conjuntamente com o menor custo de capital, aumentará os investimentos produtivos e a geração de empregos.

Dado o grau de ociosidade da economia, não será difícil alcançar um crescimento econômico mais robusto no ano que vem.

Por outro lado, se o novo Presidente da República for menos comprometido com a realização de reformas estruturais, deveremos assistir a um cenário totalmente oposto, com disparada da taxa de câmbio, ao piorar a percepção de risco-país, elevando os custos das matérias primas importadas, o que resultará em maior pressão inflacionária, obrigando a autoridade monetária a elevar a SELIC em prazo mais curto.

Adicionando-se a esses efeitos o maior pessimismo em relação ao futuro por parte dos empresários, o resultado será a continuidade do lento crescimento da atividade.

De todo modo, seja qual for o cenário pós-eleitoral, a capacidade de expansão da economia num prazo mais longo, com vistas a tornar o Brasil um país desenvolvido passará necessariamente pela realização de um amplo conjunto de reformas estruturais: previdenciária, tributária, orçamentária, educacional e política, entre as principais, o que requer períodos mais longos do que os ciclos eleitorais para sua maturação e, principalmente, da existência de uma coalizão política mínima necessária para a sua aprovação.

CLIQUE AQUI PARA LER NA ÍNTEGRA O BOLETIM DE CONJUNTURA

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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