Ações abrem em queda em meio à paralisação da pesquisa exploratória na Margem Equatorial

São Paulo, 7 de janeiro de 2026 – As ações da Petrobras abriram o pregão em queda em meio àparalisação da perfuração do poço na Foz do Amazonas para pesquisa de petróleo. A empresadisse que as atividades estão paralisadas e que não há informação sobre prazo. Segundonotícias, o problema deve paralisar a exploração por 15 dias. No domingo (4), a empresa confirmouque houve vazamento de fluido de perfuração de poço na Foz do Amazonas, na região da MargemEquatorial do litoral do Amapá.Por volta de 10h44 (horário de Brasília), as ordinárias (PETR3 ON) caíam 0,32%, a R$ 31,05, e aspreferenciais (PETR4 PN), recuavam 0,10%, a R$ 29,61.
Segundo a empresa, foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares queconectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa doestado do Amapá. Em nota, a empresa informou que “a perda do fluido de perfuração foiimediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação ereparo.”
“Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. Aocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração. A Petrobrasadotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atendeaos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ouàs pessoas”, acrescentou.
Ontem (6), os papéis da empresa ficaram entre as maiores baixas (ON -1,92%, a R$ 31,15; e PN-1,85%, a R$ 29,64), com investidores preocupados com a futura concorrência do óleo da Venezuela.A queda no preço do petróleo e um vazamento de fluido na perfuração do poço na Foz do Amazonastambém pesaram sobre as ações.
Para Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, a queda dos papéisda Petrobras no pregão de ontem refletiu, principalmente, a queda dos preços do petróleo nomercado internacional e a divulgação, pela própria companhia, de problemas em linhas de sonda naMargem Equatorial. “Esses fatores ampliam o distanciamento da Petrobras em relação a seus pares demenor porte, que seguem com desempenho positivo, ainda que de forma mais moderada”, comentou.
“A queda do petróleo também reforça a expectativa de um cenário de desinflação global”,acrescentou, no comentário sobre o pregão de terça-feira (6), que marcou um dia positivo para aBolsa brasileira, em linha com os mercados internacionais.
Cynara Escobar – [email protected] (Safras News)
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