Negócios

Setor de serviços fecha 2017 em queda de 2,80%


O desempenho ainda foi o melhor desde 2014, quando havia crescido 2,50%, de acordo com o IBGE


  Por Estadão Conteúdo 16 de Fevereiro de 2018 às 10:10

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O volume de serviços prestados teve um avanço de 1,3% em dezembro de 2017 ante novembro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira (16/02). No mês anterior, houve alta de 1,0%.

O resultado de dezembro ante novembro veio bem mais forte que a mediana das estimativas do mercado financeiro (+0,25%).

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Na comparação com dezembro do ano anterior, houve elevação de 0,50% em dezembro de 2017, já descontado o efeito da inflação. O resultado superou o teto do intervalo das projeções, que iam de uma queda de 1,50% a crescimento de 0,30%, com mediana negativa de 0,50%.

Já a taxa acumulada do volume de serviços prestados no ano de 2017 ficou negativa em 2,80%. O resultado ficou fora do intervalo das estimativas captadas pelo Projeções Broadcast com 17 instituições.

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As expectativas para o volume de serviços do ano passado eram de declínio de 3,60% a 2,90%. A mediana encontrada é de retração de 2,90%.

Em 12 meses até novembro, o volume de Serviços acumulava queda de 3,40%, mas a receita já subia 1,90% na mesma base de comparação.

Apesar da queda de 2,80% na taxa acumulada, o desempenho do setor ainda foi o melhor desde 2014, quando havia crescido 2,50%. Em 2016, o segmento de serviços vinha de uma queda de 5,00%. Em 2015, a perda acumulada foi de 3,6%.

Em dezembro de 2017, a alta de 0,50% nos serviços em relação a dezembro de 2016 interrompeu uma sequência de 32 meses de quedas consecutivas. A taxa foi a mais elevada desde março de 2015, quando tinha crescido 2,3%.

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O único segmento a escapar do vermelho foi o de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, beneficiado pela recuperação da indústria, apontou Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, porém, tiveram um crescimento de 2,3% no ano passado.

"O Transporte tem a ver com o crescimento da indústria. Transporte de carga e armazenagem estão caminhando juntos, tanto por causa da indústria quanto por causa da safra. O impacto da recuperação da demanda no Transporte é direto, tanto para escoar produção quanto para transportar matéria-prima", disse Roberto Saldanha.

Apesar da melhora da conjuntura econômica, Saldanha diz que os serviços como um todo demoram mais a reagir à recuperação dos outros setores da atividade econômica.

Uma retomada mais consistente dependeria de novos resultados positivos da indústria e da recuperação da demanda de governos federal, estaduais e municipais.

O pesquisador lembrou ainda que mesmo o aumento na massa de renda dos trabalhadores registrado em 2017 não foi canalizado para o consumo de serviços prestados às famílias, mas sim para a aquisição de bens materiais.

FAMÍLIAS

O segmento de serviços prestados às famílias registrou um recuo de 1,1% em 2017. Os Serviços de informação e comunicação caíram 2,0%; Serviços profissionais, administrativos e complementares, -7,3%; e o segmento de Outros Serviços, -8,9%.

"A recuperação do setor de serviços geralmente é mais lenta, atua a reboque de outros setores. À medida que tem recuperação, principalmente na indústria, o setor de serviços tende a ter uma melhora. Os governos ainda estão com problemas fiscais. Num momento de corte de gastos e equilíbrio do orçamento, o que vai ser cortado são serviços terceirizados", justificou Saldanha.

O agregado especial das Atividades turísticas apresentou redução de 6,5% em 2017.

IMAGEM: Thinkstock