Negócios

Produtos na porta de fábrica fecham 2017 com alta de 4,18%


Principal responsável pela inflação dos produtos industrializados em 2017, a atividade de refino de petróleo e produtos de álcool tiveram alta de preços de 18,69%


  Por Agência Brasil 30 de Janeiro de 2018 às 10:07

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que calcula a variação de preços de produtos no momento em que eles saem das fábricas, fechou 2017 com inflação de 4,18%.

Em 2016, o indicador havia ficado em 1,71%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A principal responsável pela inflação dos produtos industrializados em 2017 foi a atividade de refino de petróleo e produtos de álcool, cujos produtos tiveram alta de preços de 18,69%.

Outras atividades que tiveram impacto relevante na inflação do ano passado foram a metalurgia (13,41%) e outros produtos químicos (9,19%).

Dezenove das 24 atividades industriais pesquisadas tiveram inflação em seus produtos. Apenas cinco registraram deflação (queda de preços), entre elas a indústria alimentícia, que foi a que mais colaborou para frear a inflação, com queda de preços de 7,29%.

Entre as quatro grandes categorias econômicas, a maior inflação ficou com os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados para o setor produtivo, com taxa de 6,53%.

Os bens de capital, ou seja, as máquinas e equipamentos, tiveram alta de 4,26%.

FOTO: Estadão Conteúdo

Entre os bens de consumo, isto é, aqueles voltados para o consumidor final, os duráveis tiveram inflação de 4,34%, enquanto os semi e não duráveis tiveram deflação de 0,63%.

EM DEZEMBRO

Ao analisar apenas o mês de dezembro de 2017, a inflação chegou a 0,46%, inferior ao 1,4% do mês anterior e ao 1,29% de dezembro de 2016. As altas de preços mais significativas foram observadas na indústria extrativa (4,59%) e no refino de petróleo e produtos de álcool (0,82%). Com queda de preços de 4,44%, os itens de vestuário ajudaram a segurar a inflação no mês.