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Bens duráveis lideram vendas do varejo paulista


Pesquisa ACVarejo, da ACSP, revela que, no primeiro bimestre, as vendas do comércio no Estado cresceram 5,1% ante o mesmo período do ano passado


  Por Redação DC 07 de Maio de 2018 às 11:09

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O volume de vendas do varejo paulista cresceu 5,1% nos dois primeiros meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado.

O destaque fica por conta dos segmentos de bens duráveis, responsáveis pelos maiores crescimentos no bimestre.

O ramo de lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, por exemplo, vendeu 24,2% a mais, enquanto o de móveis e decorações registrou alta de 23,9%. Os números são da pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“O comércio do estado cresce de forma sólida e tende a registrar taxas cada vez maiores até pelo menos o fim do primeiro semestre, recuperando parte das perdas dos últimos anos. Esse movimento é incentivado pelos aumentos de renda, emprego e crédito, pela redução dos juros e pela ampliação dos prazos de financiamento, favorecendo principalmente os produtos de maior valor, vendidos a prazo. Neste sentido, bens duráveis foram mais beneficiados, inclusive porque a base de comparação é fraca, visto que eles foram os que mais caíram durante a crise”, destaca Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele lembra que a realização da Copa do Mundo ajuda a puxar a venda de um bem durável: o televisor. Tanto é que a indústria brasileira tem aumentado a produção da chamada linha marrom (formada principalmente por TVs).

O único segmento com queda de vendas no primeiro bimestre foi outros tipos de comércio varejista (-4,3%), que incorpora empresas de menor porte e revendedoras de combustível. O ramo de farmácias e perfumarias ficou estável.

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Das 20 regiões paulistas analisadas pela pesquisa, somente o ABC registrou queda no volume de vendas (-1,1%) nos dois primeiros meses do ano sobre igual período de 2017. Por outro lado, a maior alta foi vista na região de Campinas (12,4%).

A pesquisa ACVarejo é elaborada mensalmente pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP, com informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Abrange as seguintes atividades econômicas: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos; lojas de material de construção; lojas de móveis e decorações; lojas de vestuários, tecidos e calçados; outros tipos de comércio varejista; supermercados.

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FOTO: Thinkstock