Gestão

Glossário do empreendedor: o que é store in store


Trata-se da alocação de um ponto de venda dentro de outros estabelecimentos para vender produtos de marcas distintas, como as minilojas da Daiso nos supermercados Hirota


  Por Italo Rufino 11 de Dezembro de 2020 às 18:35

  | Repórter


Uma loja dentro de outra loja. É isso o que a rede Hirota costuma implantar em unidades da marca. Nesses estabelecimentos, além do sortimento típico do Hirota, como alimentos, pratos prontos e bebidas, o consumidor pode comprar produtos da marca Daiso, que vende artigos para cozinha, papelaria, beleza e decoração.

A Daiso é uma das maiores redes de varejo com foco em preços baixo. Grande parte dos itens sai por menos de R$ 10. A marca chegou no Brasil com lojas próprias em 2015. Mas antes do lançamento oficial, os produtos importados do Japão já eram encontrados na rede Hirota.


 

O portfólio de produtos da Daiso no Hirota é de 4 mil itens. Em termos de vendas, os produtos correspondem, em média, a 6% das receitas do mercado.

E quais são os cuidados ao realizar um projeto de cobranding dessa magnitude?

É necessário evitar sobreposição de categorias de produtos. Antes de vender itens da Daiso, o Hirota mantinha uma linha de bazar, que foi enxugada posteriormente. Em compensação, os produtos carro-chefe da Daiso são os itens de plásticos para cozinha, como pratos e pegadores de silicone.

Outro detalhe da parceria é que o Hirota compra os produtos diretamente da matriz japonesa da Daiso e os revende em suas lojas. A Daiso Brasil não possui nenhuma relação com as vendas realizadas no Hirota – atua apenas como distribuidora.

DIFERENCIAÇÃO E MAIS TRÁFEGO 

O conceito utilizado pelo Hirota é chamado de Store in Store, que significa a alocação de um ponto de venda, dentro de outros estabelecimentos, para vender produtos de marcas distintas. A prática é bastante usada por redes de franquias, uma vez que, neste modelo de negócio, o mix de produtos oferecidos ao consumidor costuma ser restrito.

A maior vantagem do modelo é gerar mais tráfego de consumidores nas lojas, devido ao aumento do sortimento de produtos e itens complementares. O modelo também é uma forma de diferenciar a marca dos concorrentes. Há também a chance de aumentar as vendas por metro quadrado, o que pode ser uma boa maneira de fazer frente ao aumento do custo de aluguel.

Fundada em 2015, a empresa Mobibox criou um modelo de franquia focado no conceito de Store In Store para distribuir acessórios para celulares.


 

Funciona assim: o franqueado compra uma miniloja da Mobibox (um box dotado de prateleiras) e o instala em um ponto comercial. Entre as opções mais comuns estão lojas de conveniência, restaurantes, universidades, hotéis, cafés, locais turísticos e outros estabelecimentos com alto fluxo de pessoas.

No dia a dia, quem vende os produtos são os funcionários da loja onde o box está instalado. Em contrapartida, o dono do estabelecimento ganha um percentual das vendas.  

Além de não contar com royalties e custos fixos mensais de uma franquia tradicional, como aluguel, internet, luz e funcionários, o franqueado precisa apenas manter uma rotina de visitas a cada ponto de venda para reabastecer os boxes. O gerenciamento das vendas e dos estoques é feito por um site e um aplicativo.

 

IMAGEM: Divulgação






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