Finanças

Parece banco. Mas não é banco


O Social Bank possibilita o pagamento de contas, realização de saques, transferências, além de empréstimos entre as pessoas, com juros de 1% a 2% ao mês


  Por Estadão Conteúdo 09 de Novembro de 2017 às 10:25

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Após estrear no mercado de fintechs com o lançamento do Social Bank -espécie de banco digital, que permite que pessoas físicas façam vários tipos de operações entre si, inclusive empréstimos -, o empresário Carlos Wizard Martins decidiu colocar R$ 1 milhão à disposição no aplicativo para a realização de empréstimos a juros de 0,5% ao mês.

Dono, entre outros negócios, da rede de alimentos saudáveis Mundo Verde e da escola de inglês Wiseup, Wizard afirma que quer simplificar o sistema financeiro brasileiro.

 

CARLOS WIZARD MARTINS, EMPRESÁRIO
WIZARD MARTINS INVESTIU R$ 1 MILHÃO NO NEGÓCIO

"O Brasil tem um dos juros mais altos do planeta. Estou disposto a ajudar e a devolver para a sociedade parte do que conquistei", diz.

À medida em que Wizard receber o pagamento dos empréstimos já realizados, os recursos voltam a ficar disponíveis para novos clientes.

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Lançado há duas semanas e já com 20 mil contas abertas, o Social Bank permite o pagamento de contas, realização de saques, transferências, além de empréstimos entre as pessoas, com juros de 1% a 2% ao mês.

Apesar do nome, o Social Bank não é um banco, mas uma conta de pagamento digital. Wizard tem 50% do negócio e a outra metade pertence a Rodrigo Borges, de quem ele já é sócio na HubPrepaid, que atua no mercado de meios de pagamentos.

Para Guilherme Horn, diretor de inovação da consultoria Accenture, plataformas dessa natureza têm um desafio pela frente. "A maior dificuldade, ao longo do tempo, é conseguir se tornar rentável com serviços de baixo valor agregado", explica. 

IMAGEM: Thinkstock