Finanças

Dólar prossegue em queda e Bolsa em alta


Foi a quinta queda consecutiva da divisa americana, que acumulou desvalorização de 4,06% nos três primeiros pregões do ano


  Por Estadão Conteúdo 04 de Janeiro de 2019 às 21:08

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O dólar renovou mínimas à tarde e fechou nesta sexta-feira (4/1), em baixa de 1,06%, a R$ 3,7181, no menor valor desde 1 de novembro de 2018, quando encerrou cotado a R$ 3,6979.
 
Foi a quinta queda consecutiva da divisa americana, que acumulou desvalorização de 4,06% nos três primeiros pregões do ano, em boa parte por causa das perspectivas positivas para a economia brasileira sob o governo Bolsonaro.

O movimento de queda do dólar ocorreu em linha com o exterior, na medida em que os mercados globais reagiram com otimismo às declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
 
O dirigente do banco central americano afirmou que os dados econômicos dos EUA sugerem um bom momento para 2019. 

BOLSA
 
O Ibovespa encerrou a primeira semana de 2019 com alta acumulada de 4,5%, chegando a tocar nos 92.701,36 mil pontos na máxima intraday numa mostra de que os investidores estão otimistas com os primeiros dias do governo Jair Bolsonaro -muito embora os ruídos na comunicação entre os integrantes do governo pareçam deixar um sinal de cautela no ar. 

"Há um curto-circuito envolto em uma aura de otimismo. É preciso que o governo acerte o discurso", avalia Álvaro Bandeira, economista-chefe da Modal Mais. Ele lembra, porém que, o Índice Bovespa avançou pouco mais de 7 mil pontos nos últimos seis pregões e, naturalmente, há um movimento de realização de lucros

Esses dois fatores explicariam o motivo pelo qual a Bolsa operou em alta bem mais comedida na sessão de negócios de hoje em relação ao otimismo que se viu em seus pares no exterior - antes do fim do pregão por aqui, Dow Jones subia 3,35% e Nasdaq, 4,32%

O apetite pela tomada de risco lá fora foi impulsionado pela percepção dos agentes de que a intensidade de um arrefecimento global pode ser bem menor do que se cogitava.
 
Sinais vindos tanto da China, com novos estímulos monetários, quanto dos Estados Unidos, com dados do payroll bem acima das estimativas (312 mil vagas criadas ante 176 mil esperadas), corroboraram para isso. 

A sessão de negócios encerrou com o Ibovespa em alta de 0,30%, aos 91.840,79 pontos, marcando máxima histórica pelo 3º pregão consecutivo.