Economia

Setor de serviços segue em marcha lenta


A recuperação do setor de serviços é mais lenta do que se esperava e, segundo economistas da ACSP, deve demorar para reverter a contração de 11,4% acumulada entre 2015 e 2017


  Por Instituto Gastão Vidigal 14 de Fevereiro de 2019 às 19:26

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços prestados mostrou, em dezembro, queda de 0,2%, sobre o mesmo mês de 2017, terminando 2018 sem praticamente mostrar variação em relação ao volume registrado no ano anterior (-0,1%).

Contudo, apesar do anêmico desempenho anual, o setor segue tendência de lenta recuperação, após acumular contração de 11,4% entre 2015 e 2017.

Segundo análise dos economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o setor serviços, apesar de praticamente não ter crescido em 2018, continua a mostrar tendência de recuperação, embora muito mais lenta do que as exibidas pela indústria e pelo varejo.

Para os economistas da ACSP, no cenário de continuidade de aumentos da confiança do empresário e de consumidor ao longo do presente ano, num contexto de baixa inflação e expansão mais intensa da atividade econômica, permitindo a geração de mais empregos e maiores salários, espera-se que os serviços, finalmente, voltem a crescer.

De todo modo, o resultado obtido em 2018 se explicaria, por um lado, pelo desemprego ainda elevado e o baixo crescimento dos salários, que inibiram a retomada da demanda por serviços de telecomunicação, provocando contração no segmento de informação e comunicação.

Por outro lado, também pesou a incerteza eleitoral reinante durante grande parte do ano passado, que adiou a realização de novos empreendimentos, gerando retração nos serviços de engenharia, pertencentes à categoria de serviços profissionais, administrativos e complementares.

Para contrabalançar, houve expansão nos volumes de transportes, e correios, com destaque para os segmentos aéreo e terrestre, apesar da greve dos caminhoneiros, que provocou forte contração desse segundo tipo de transporte em maio; de outros serviços, com ênfase na intermediação financeira; e de serviços prestados às famílias, principalmente os relativos à hotelaria.

 

IMAGEM: Pixabay