Economia

Inflação cai 0,21% em novembro, a menor taxa desde o Plano Real


Mudança da bandeira tarifária para luz e combustíveis influenciaram na queda, de acordo com IBGE


  Por Estadão Conteúdo 07 de Dezembro de 2018 às 09:48

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Como esperava a maior parte dos analistas, a inflação em novembro foi negativa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,21%, informou na manhã desta sexta-feira (7/12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É a menor taxa para o mês desde a criação do Plano Real. Em outubro, o índice havia marcado alta de 0,45%.

A mudança da bandeira tarifária de energia elétrica contribuiu para o movimento, dizem analistas, já que passou de bandeira vermelha dois, com custo mais elevado, para bandeira amarela em novembro. A agência do setor já determinou que não haverá tarifa extra em dezembro.

Em nota, o analista do IBGE Pedro Costa explica que a energia elétrica foi responsável por diminuição de 0,16 ponto porcentual no IPCA.

Ele aponta que os combustíveis também causaram a queda, derrubando os preços de transportes. "A queda nos combustíveis foi causada, principalmente, pela gasolina, que caiu 3,07%. Foi o segundo maior impacto negativo individual, que foi 0,15 ponto percentual", afirma.

O arrefecimento dos preços que resultou na segunda deflação de 2018 foi ainda mais forte do que as estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam inflação negativa de 0,10%. A outra deflação marcada neste ano foi em agosto, quando o índice caiu 0,09%.

Em 12 meses, a inflação até novembro acumulou alta de 4,05 %. No ano, o índice aponta alta de 3,59%. A expectativa do mercado financeiro, segundo o último relatório Focus, aponta para o IPCA uma elevação de 3,89% ao fim de 2018.

O piso da meta de inflação do Banco Central é de 3%. Em 2017, o IPCA foi de 2,95%, obrigando o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, a se explicar em carta aberta ao então ministro da Fazenda Henrique Meirelles pelo descumprimento da meta.

Dos nove grupos de produtos e atividades, cinco tiveram quedas nos preços em novembro: habitação (-0,71%), transportes (-0,74%), vestuário (-0,43%), saúde e cuidados Pessoais (-0,71%) e comunicação (-0,07%).

Os quatro grupamentos que não fecharam o mês com taxa negativa foram educação (0,04%), alimentação e bebidas (0,39%), artigos de residência (0,48%) e despesas pessoais (0,36%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,25% em novembro, após subir 0,40% em outubro, segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 3,29% no ano. A taxa em 12 meses foi de 3,56%. 

Em novembro do ano passado, o INPC tinha sido de 0,18%. O INPC divulgado agora divulgado teve a menor taxa para meses de novembro desde a implantação do Plano Real, em 1994, segundo o IBGE.

O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.