Economia

Inflação acumulada até outubro é a menor em quase duas décadas


De setembro para outubro a taxa subiu 0,42%, ficando 0,26 ponto percentual acima dos 0,16% relativos à alta de setembro, informa o IBGE


  Por Agência Brasil 10 de Novembro de 2017 às 09:35

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou os primeiros dez meses do ano com alta acumulada de 2,21%, a menor taxa acumulada em um mês de outubro desde os 1,44% de outubro de 1988.

O resultado é 3,57 pontos percentuais inferior à alta acumulada (5,78%) de janeiro a outubro do ano passado.

Os dados relativos à inflação oficial foram divulgados nesta sexta-feira (10/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que de setembro para outubro a taxa subiu 0,42%, ficando 0,26 ponto percentual acima dos 0,16% relativos à alta de setembro.

Segundo o IBGE, a aceleração entre setembro e outubro é decorrente do custo da energia elétrica, que subiu, em média, 3,28% no mês, em razão da adoção da bandeira vermelha por parte do governo federal.

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ALIMENTAÇÃO

Os dados divulgados pelo IBGE indicam ainda que a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses ficou em 2,7%, resultado superior aos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, o IPCA havia registrado variação de 0,26%.

As famílias brasileiras voltaram a gastar menos com alimentação em outubro pelo sexto mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 0,41% em setembro para recuo de 0,05% no último mês, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A última vez que alimentos tiveram seis recuos seguidos de preços foi em 1997, de abril a setembro", lembrou Fernando Gonçalves, gerente da Coordenação de Índices de Preços ao Consumidor. "Mas a gente percebe que alimentos estão com tendência já de subida (de preços)", completou.

O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, ajudou menos a conter a inflação, com uma contribuição de -0,01 ponto porcentual para o IPCA de 0,42% de outubro, após um impacto de -0,10 ponto porcentual em setembro.

Os alimentos para consumo em casa passaram de uma queda de 0,74% em setembro para recuo de 0,17% em outubro. A desaceleração no ritmo de queda teve influência do encarecimento de itens importantes no consumo das famílias, como a batata-inglesa, que passou de -8,06% em setembro para 25,65% em outubro, e o tomate, de -11,01% em setembro para 4,88% em outubro.

Por outro lado, houve redução no último mês nos preços do feijão-mulatinho (-18,41%), alho (-7,69%), feijão-carioca(-3,29%), açúcar cristal (-3,05%), leite longa vida (-2,99%) e arroz (-1,14%).

A alimentação em casa registrou desde uma queda de 1,08% no Recife até um avanço de 0,61% em Curitiba.

Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,16% em outubro. Os preços foram desde uma queda de 1,46% no Rio de Janeiro até uma alta de 2,55% em Belém.